Acesf procura área para novo cemitério
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terça-feira, 12 de junho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> Reportagem Local 
A Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) promete anunciar até o final do ano a instalação de um novo cemitério municipal. De acordo com a superintendente da autarquia, Luciana Viçoso, a área será da mesma dimensão do Cemitério Jardim da Saudade, o maior da cidade, na Avenida Saul Elkind, na Zona Norte.
A área de cinco alqueires, segundo Luciana, ainda não foi escolhida, mas pelo menos 30 áreas foram visitadas por técnicos ligados à Acesf, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
''Há áreas na Zona Norte muito indicadas e também na Zona Leste. Na Zona Sul, é mais difícil devido ao solo pedregoso'', diz Luciana, dando pistas da localização, que ainda não pode ser revelada.
Após a escolha da área - que tanto pode ser um terreno público ou um terreno obtido por desapropriação -, a Acesf deve correr para obter todas as licenças ambientais para a instalação do novo cemitério.
O modelo também está em estudo, mas Luciana informa que a tendência é de que o novo cemitério seja em formato misto, com túmulos tradicionais e gavetórios. A superintendente chegou a visitar um cemitério público de Cascavel para conhecer como funciona o sistema verticalizado de túmulos.
''Do ponto de vista ambiental, o gavetório é até mais correto, mais limpo, porque segrega líquidos e gases, o que livra o solo da contaminação. É importante que as pessoas passem a aceitar esse novo formato'', diz a superintendente. ''Além disso, as gavetas podem ter preços mais acessíveis''.
A carência de área nos cemitérios públicos de Londrina pode ser classificada como uma questão social, na avaliação de Luciana. ''As classes mais abastadas têm opção dos cemitérios particulares. Sabemos que os cemitérios municipais serão cada vez mais procurados pelas classes C, D e E.''
Enquanto o novo cemitério não é entregue, a Acesf vai tomando medidas para manter a oferta de vagas. Nos últimos anos, a autarquia fez um mutirão de revogações de concessão. Com isso, muitos túmulos abandonados foram reformados e ficaram novamente disponíveis. Somente no Cemitério São Pedro, na área central, 67 novos túmulos estão disponíveis.
Ainda assim, há escassez de vagas em pelo menos três cemitérios. No Padre Anchieta, no Jardim Ideal, Zona Leste, a estimativa é de que em apenas cinco meses não haverá mais túmulos disponíveis. O Cemitério Jardim da Saudade, mesmo depois das revogações, estará saturado em 14 meses. O São Paulo, no Bairro Aeroporto, não terá mais túmulos até meados de 2014. No João 23, na área central, a disponibilidade de jazigos deve terminar em 2015. ''Com o novo cemitério, atenderemos à demanda por pelo menos 20 anos, sem contar os prováveis investimentos privados para a instalação de novas unidades.''


