Londrina deve ganhar este ano um novo cemitério municipal, na zona oeste ou sul. Esta é a expectativa do superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) Wilson Battini, que já está à procura de uma área de três alqueires para o projeto. Sua previsão é que em dois meses o local esteja definido. ''Dependemos das novas regras do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para dar prosseguimento à obra'', informou.
Para Battini, a falta de espaço nos cemitérios se tornou uma 'bomba-relógio que precisa ser desativada o quanto antes'. De acordo com ele, Londrina não investe nesta área desde 1987, quando foi construído o cemitério São Paulo (zona leste).
Em dezembro de 2000, a Câmara aprovou a lei que autoriza a instalação de novos cemitérios nos pontos cardeais da cidade (norte, sul, leste e oeste) e seus critérios. A iniciativa foi fomentada pelo interesse de empresários que já têm projetos para o setor. Um deles é Max Lobato Sales, proprietário de uma construtora na cidade. Ele e um sócio pretendem transformar um terreno de três alqueires na zona norte num cemitério jardim particular. ''Já iniciamos algumas obras de infraestrutura e não vamos desistir da idéia'', afirmou.
Segundo Sales, o único empecilho é uma liminar conquistada pela Promotoria do Meio Ambiente, que interrompeu o trabalho. A ex-titular da Promotoria, Luciana Lepri Moreira, exigiu que os empresários apresentassem um Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e impetrou uma ação pedindo a anulação da licença concedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''O julgamento do processo deve acontecer ainda este mês. Se for favorável inauguramos o cemitério em seis meses'', disse o empresárop.
O vereador Tercílio Turini (PSDB), autor da lei sobre os cemitérios, é favorável aos investimentos privados no setor, mas faz questão de dizer que isso não resolve o problema de Londrina. ''Os cemitérios particulares beneficiarão uma pequena parte da comunidade que poderá pagar a manutenção dos jazigos. E a classe mais pobre, como ficará?'' - questionou.
A Folha procurou o promotor do Meio Ambiente, Cláudio Esteves, mas ele não foi encontrado.

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