Acesf pretende erradicar 70 árvores
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina Árvores com a estrutura comprometida, espécies frutíferas ou com raízes acima do solo são removidas aos poucos dos cemitérios localizados na área urbana de Londrina. De acordo com um levantamento feito pela Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), pelo menos 70 árvores precisam ser erradicadas. "Já retiramos, aproximadamente, 70 e precisamos remover o restante. Já estamos com um processo de licitação aberto para alugar um guindaste que será utilizado na execução do serviço", explicou a superintendente da Acesf, Sônia Gimenez.
Conforme Sônia, equipes da Copel e da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) também auxiliam nos trabalhos de poda e retirada dos galhos quando há disponibilidade. "São árvores que podem comprometer a rede elétrica e até a estrutura dos túmulos. Raízes que crescem no corredor e atrapalham a locomoção e a acessibilidade dos visitantes", destacou. A superintendente afirmou que as espécies são retiradas com autorização de técnicos da Sema. Após a erradicação das árvores, outras mudas serão plantadas.
No Cemitério São Pedro, na região central, seis das 54 árvores listadas pela Acesf já foram removidas. No Jardim da Saudade, na zona norte, 20 já foram erradicadas.
O temporal que atingiu o Paraná na madrugada de quarta-feira derrubou duas árvores das calçadas laterais do Cemitério Padre José de Anchieta, na zona leste. Os troncos caíram sobre os muros e danificaram lápides a estrutura de alguns túmulos.
Os estragos ainda serão avaliados. De acordo com a superintendente da Acesf, a responsabilidade pela retirada das árvores do lado de fora desses locais é da Sema. "Ainda precisamos levantar a quantidade de túmulos danificados, mas teremos que refazer parte dos muros ao redor. A princípio, nós não temos a orientação para indenizar as famílias. São intempéries que podem ocorrer", ressaltou.
AVALIAÇÃO
Já a secretária do Ambiente, Maria Silvia Cebulski, destacou que as árvores caídas serão avaliadas pelos técnicos durante a retirada dos entulhos. "Qualquer pessoa que se sinta prejudicada pode entrar com um processo para pedir o ressarcimento dos danos. Os documentos serão analisados pela Sema e pela Procuradoria Jurídica da prefeitura. Se havia pedido para a retirada da árvore e ela já estava condenada a cair pode ser feito o ressarcimento do dano", explicou Maria Silvia. Os documentos podem ser protocolados na Sema.
A secretária não revelou a quantidade de pedidos de podas de árvores que precisam ser atendidos pela Sema. Técnicos que trabalham na secretaria garantem que há mais de três mil documentos protocolados. "Estamos finalizando um levantamento para tentar solucionar o problema em toda a cidade. Uma das soluções possíveis é a terceirização do serviço, mas é preciso prever a medida no orçamento do ano que vem", concluiu.


