A Acesf irá avaliar o estado de conservação dos jazigos do Cemitério do Patrimônio Heimtal (Zona Norte), para determinar quais são passíveis de desapropriação e devolução ao Município. A informação é do superintendente do órgão, Sérgio Plínio, que atribui o aspecto de abandono do cemitério ao descaso dos proprietários de parte dos jazigos.
''Estamos fazendo nossa parte. O cemitério está cuidado, o caseiro faz a roçagem e a varrição em dia. Já os túmulos são de responsabilidade dos proprietários dos terrenos'', alega. Plínio admite que vários jazigos de pioneiros carecem de reforma, mas diz que o Município não pode executá-las. ''Abriríamos um precedente e teríamos que reformar todos os jazigos da cidade'', diz.
Antes de retomar a posse dos terrenos do cemitério, a Acesf precisa fazer a convocação pública dos proprietários ou de familiares dos mortos, dando a eles a chance de realizar as reformas necessárias e assim manter os jazigos. Se não houver retorno, o Município pode decretar a desapropriação, transferindo os restos mortais para um ossário e comercializando os jazigos. O último procedimento do gênero foi realizado em 2002, no Cemitério São Pedro (Área Central).
A filha de pioneiros alemães Elizabeth Grzelak aprova a medida. ''Tem muita gente que não volta mais nem para visitar os túmulos, alguns que se mudaram para longe, outros que morreram. Nesses casos, tem que passar o terreno para outra pessoa que cuide'', acredita. José Rojas, filho de imigrantes espanhóis e morador antigo do Heimtal, pondera que é preciso ir atrás das famílias dos falecidos. ''Tem que fazer um levantamento histórico, conversar com o pessoal que ficou. Acredito que eles têm condições de encontrar os parentes em 80% dos casos''.(V.N.)

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