Pressionada pela saturação física da rede de cinco cemitérios públicos, a Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) encerrou a busca pelo terreno para a instalação da sexta unidade, obra que deve desafogar o sistema e afastar o risco de colapso na oferta nos próximos anos. A autarquia adiantou que a nova unidade terá capacidade para 36 mil sepulturas e será construída na Zona Norte, em um terreno de cinco alqueires (equivalente a cinco campos de futebol).
A área escolhida, com pareceres favoráveis da secretaria municipal do Ambiente (Sema) e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), fica na Gleba Primavera, é industrial, sem vizinhos, e mantém características de Zona Rural, embora seja classificada como urbana pela Plano Diretor.
De acordo com o parecer da Sema, o solo e o relevo são adequados. Para o Ippul, o novo cemitério está inserido na política de ocupação dos vazios urbanos que separam as regiões Norte e Leste.
O futuro cemitério, o primeiro aprovado após mais de duas décadas sem investimentos (o Cemitério São Paulo, na Zona Leste, foi inaugurado em 1989), será o maior da cidade em área total e em capacidade de sepulturas. ''Pelos nossos cálculos, o novo investimento garante a oferta de sepulturas por 40 anos'', afirma a superintendente da Acesf, Luciana Viçoso.
A Acesf diz que a prefeitura já tem orçamento, cerca de R$ 500 mil, para os os estudos de impacto necessários para a obtenção das licenças que autorizam o início da obra. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) deve conceder a licença prévia nas próximas semanas. ''A instalação de um cemitério não é algo tão simples. As etapas legais devem ser respeitadas e isso não acontece do dia para noite'', afirmou Luciana, que preferiu não arriscar uma estimativa para a entrega da obra.
Luciana explicou que o cemitério terá um padrão de conforto aos visitantes muito superior aos outros cinco administrados pela autarquia. Ela lembrou que será o primeiro cemitério público de Londrina construído de acordo com preceitos ambientais rigorosos.
Ao contrário dos outros, o novo cemitérios terá duas capelas mortuárias, uma lanchonete e estacionamento interno. O acesso será feito pelo trecho oeste da Avenida Saul Elkind e a obra deve sair do papel em 2013. A superintendente disse que a obra terá várias etapas, as últimas já com o cemitério em funcionamento. A previsão é que a prefeitura gaste R$ 15 milhões.

Imagem ilustrativa da imagem Acesf opta por área industrial e isolada


- Área reservada para a construção: 157,3 mil metros quadrados
- Formato: misto (sepulturas convencionais com alas verticais)
- Capacidade total de sepulturas: 36 mil
- Estimativa de investimento R$ 15 milhões
- Prazo para saturação: 40 anos
Fonte - Acesf

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