A sigla continua a mesma dos últimos 21 anos, mas o superintendente da Acesf, Gustavo Santos, garante que a antiga Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina mudou muito em 98, além da nomenclatura. Desde o final de 97, ela passou a chamar Autarquia de Serviços Especiais e implantou um sistema de contrato de gestão.
‘‘Apesar de não mudarmos a personalidade jurídica da empresa, que prossegue autarquia, implantamos aqui profundas alterações na maneira de administrar e gerir os recursos. As mudanças foram também no sentido de maior respeito e melhor atendimento aos usuários, que são nossos clientes’’, explica Santos.
A Acesf é responsável pela administração dos cinco cemitérios municipais e serviços funerários públicos oferecidos com exclusividade à população londrinense.
Ele lembra que, quando assumiu a direção da Acesf, no início de 97, o déficit estava perto dos R$ 40 mil. ‘‘Propusemos então ao prefeito Antonio Belinati o contrato de gestão, embasado em objetivos e metas. O ano de 98 foi o primeiro da experiência, extremamente bem-sucedida’’, explica Santos.
De acordo com o superintendente da Acesf, a mudança de filosofia na administração possibilitou que a empresa - agora gerenciada com base nos princípios da iniciativa privada - pagasse as dívidas acumuladas, realizasse importantes investimentos e terminasse o ano passado com um superávit de aproximadamente R$ 46 mil.
‘‘Não tem mágica. Este é o resultado de um gerenciamento moderno que alia a busca incessante da melhoria na qualidade dos serviços prestados com o necessário equilíbrio econômico-financeiro da empresa’’, explica Santos. Ele lembra que os recursos financeiros da Acesf são usados ainda para o pagamento dos salários dos 96 funcionários, apesar deles pertencerem ao quadro geral dos servidores da prefeitura.
A receita da autarquia vem da venda de terrenos nos cinco cemitérios, da comercialização de urnas mortuárias, coroas de flores, velas e das taxas de preparação de corpos.
Segundo o superintendente da Acesf, aproximadamente 10% das cerca de 300 pessoas que morrem mensalmente em Londrina não pagam pelos serviços. ‘‘Isso não gera nenhum problema econômico para a empresa e nem possibilita qualquer tratamento diferenciado.
O dinheiro do superávit de 98, segundo Santos, foi investido na renovação da frota de veículos para o transporte dos corpos, na informatização da empresa, na reforma de cinco capelas mortuárias e construção de outras duas.
‘‘Nossos carros eram de 1985 e viviam quebrando. Agora, temos dois novos e reformamos os antigos’’. Comparando os números, Santos garante que a arrecadação anual da empresa subiu 16% de 97 para 98, enquanto que o gasto com a folha de pagamento foi reduzido de cerca de 70% para 50% das receitas.
Os dois novos cemitérios previtos para os próximos anos serão administrados por empresas privadas e apenas fiscalizados pela Acesf, que já está planejando a ampliação do Cemitério Jardim da Saudade. (O.C.)

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