Acervo também reúne peças indígenas
Quando se pensa que o acervo de animais taxidermizados cuidados pelo professor José Galdino já foi visto, ele mostra mais dois recintos cheios de espécies diferentes na UENP. Na última sala, estavam os animais maiores, como uma sucuri de sete metros, que nunca caberia no Museu de História Natural. Outras raridades, como cascudos e sabiás albinos fazem o acervo único do museu.
Aposentado como dentista, parar de trabalhar parece ideia distante para o coordenador do Museu de História Natural. ''Sou dentista e biólogo. Como biólogo, você não se aposenta nunca.''
''Este museu é científico, didático, pedagógico e cultural. Aqui fazemos trabalho de ecologia, meio ambiente e educação ambiental'', ressalta ele. Trabalhos de antropologia e arqueologia também fazem parte do museu, que possui acervo de objetos de tribos indígenas e fósseis.
Trata-se de um rico acervo onde está preservada a diversidade biológica e cultural do país, à disposição para quem quiser conhecer. Com vigilância constante, animais taxidermizados podem durar séculos. ''A ciência precisa ser comprovada. Não existe experimentalismo'', destaca Galdino, expondo, ao mesmo tempo, outra razão para o seu trabalho. (M.F.C.)





