Aluno de uma escola pública no município de Toledo (Oeste), Leandro Volanick, 16 anos, estudou as experiências realizadas na Europa com aceleradores de partículas, o que poderia causar o chamado buraco negro. ''Se a experiência desse errado iria criar o buraco negro, que é como uma estrela que explode e atrai tudo para si. Mas não houve problema nisso'', explica o jovem, que fez o estudo com outros dois colegas de classe.
Mesmo sem contar com projetos de estímulo à pesquisa científica, os estudantes utilizaram os laboratórios de física e foram orientados por professores da disciplina. ''Eles mostravam o caminho e a gente ia atrás'', lembra Leandro, que pesquisou o assunto desde quando entrou no ensino médio.
O exemplo destes adolescentes mostra que qualquer jovem interessado em realizar pesquisas pode chegar muito longe. Com a participação em projetos escolares ou não, a iniciativa pode contagiar professores e alunos. Foi o que aconteceu em Toledo. Depois do êxito em seu projeto, Leandro e seus colegas foram convidados a organizar uma feira de ciências na escola.
Todos os jovens entrevistados participaram da edição 2009 da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Febrace), realizada março, na USP. O evento reuniu estudantes do ensino fundamental e médio de todo o Brasil para apresentarem seus projetos na área de Engenharia e Ciências Exatas, da Terra, Biológicas, de Saúde, Agrárias, Sociais e Humanas. (C.G.B.)

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