A Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel) colocou à venda sua sede social, situada no centro da cidade. Segundo o presidente do clube, Issamu Suzuki, todas as atividades serão transferidas para a sede campestre, na Estrada do Limoeiro (região leste). A Acel, que reúne a colônia japonesa de Londrina e atua na preservação dos costumes japoneses, foi formada em 1933.
A venda da sede social foi decidida numa assembléia extraordinária, no último dia 27, que reuniu cerca de 50 pessoas. De acordo com Suzuki,dificuldades financeiras e a diminuição do quadro de associados motivaram a venda. Hoje, são 800 associados, 390 deles sócios remidos e o restante patrimoniais e contribuintes. Há seis anos eram 1,5 mil pagantes. Suzuki alega que a estrutura do clube é grande para a quantidade de sócios. ''O custo fixo de manutenção é o mesmo todo mês, independente do número de usuários. Temos que adaptar a estrutura para a realidade de hoje e com a mudança vai ficar tudo num lugar só, mais fácil de administrar e com menos despesas'', afirmou.
Suzuki disse que o terreno de 21 mil metros quadrados com quadras de tênis, quadras poliesportivas, pavilhão de tênis de mesa, piscinas e prédio com salão com capacidade para 2 mil pessoas, além de área de restaurante e lanchonete, biblioteca e vestiários, ainda está sendo avaliado por imobiliaristas. A Folha procurou o imobiliarista Raul Fulgêncio e ele informou que um terreno naquela localização vale cerca de R$ 160,00 o metro quadrado, o que daria cerca de R$ 3,4 milhões. ''Esse é só o valor do terreno, o restante tem que ser avaliado conforme a utilização que o comprador quisar dar ao local'', disse.
A sede campestre de 15 alqueires, segundo Suzuki, tem hoje 10 campos de beisebol, campos de futebol suíço e uma lagoa. Piscinas e o restante da estrutura terão que ser construídos. Suzuki explicou que os associados que utilizam as instalações da sede social não serão prejudicados. Segundo ele, será negociado um prazo de carência com o comprador para a saída da sede. ''Tudo depende de negociação, o importante é que as pessoas fiquem conscientes que a Acel vai continuar representando e preservando a cultura e as tradições japonesas'', afirmou. Há cinco anos, 10 mil metros quadrados do campo de beisebol, na sede social, já foram vendidos para uma igreja evangélica.

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