Londrina - A fisiatra da Associação Brasileira de Reabilitação (ABBR), entidade que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios particulares, Leila Castro, diz que quanto mais cedo o paciente aceitar o processo de reabilitação, mais cedo a alta pode vir. No caso dos portadores de diabetes que chegam com membros inferiores amputados, a preocupação maior é como eles vão conseguir retomar a autonomia no meio familiar. "É um processo bastante traumático, porque a vida da pessoa praticamente para naquele momento. Às vezes, conseguem voltar à atividade que tinham antes, mas também pode ser preciso buscar outra atividade em que possam se adequar", pontua.
Além de mexer com a parte psicológica do paciente, uma amputação tende a ter um efeito financeiro bastante grande, assinala o ortopedista Marco Antônio Batista, do Hospital Universitário de Londrina. O ideal, assinala, é que o encaminhamento para a prótese ocorra em torno de 20 dias após a retirada dos pontos, para que o paciente tenha chances de voltar a andar mais cedo. "Mas hoje quem é menos favorecido e depende do SUS tem de esperar de três a seis meses para isso", diz.
A prótese fornecida pelo SUS, cerca de dez vezes mais barata que um aparelho de uma geração mais avançada, nem sempre proporciona boa adaptação, observa o ortopedista. "Costumam ser mais pesadas. Quanto mais peso, mais difícil é para a pessoa", pondera. Com isso, casos em que o paciente fica inválido por conta da dificuldade de locomoção, passando a receber uma aposentadoria da Previdência Social, não são raros. "O barato sai caro. Se houvesse assistência adequada, o paciente não precisaria se aposentar, continuaria no mercado, ativo", defende Batista.(A.L.)

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