A Secretaria de Negócios Jurídicos da Prefeitura de Londrina entra hoje com ação de reintegração de posse de duas áreas invadidas recentemente na Cidade: nas imediações do conjunto Ilda Mandarino (zona norte) e em terreno do conjunto São Rafael, ao lado da vila Santa Terezinha (zona leste). A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) entregou ontem, no final da tarde, a relação dos nomes dos invasores, necessária para o ingresso da ação na Justiça.
Segundo o secretário de Negócios Jurídicos, Eduardo Duarte Ferreira, já estão 54 famílias na área invadida do conjunto Ilda Mandarino. No São Rafael, são 84 famílias. ‘‘Nós vamos entrar hoje com a ação de reintegração de posse, com pedido de liminar’’, informou o secretário.
Segundo ele, a construtora Brasil, de São Paulo, proprietária de uma parte do terreno invadido no conjunto São Rafael, manifestou interesse em entrar com ação de reintegração junto com a Prefeitura. Duarte Ferreira disse que o advogado da construtora, José Humberto Pavanelli, falou da intenção da construtora durante reunião ontem na Prefeitura, da qual também participaram cerca de 30 moradores vizinhos à área invadida, o próprio secretário e o vereador Célio Guergoletto (PMDB), também morador das proximidades.
Os moradores pediram, além da retirada dos invasores, que a Prefeitura solicitasse à Polícia Militar rondas mais constantes na área. Eles dizem temer que os invasores ‘‘comecem a furtar no bairro’’. Duarte Ferreira disse ter encaminhado ofício ontem mesmo à PM com a solicitação.
O vereador Célio Guergoletto mostrou, durante a reunião com os moradores, uma emenda ao orçamento feita por ele em 95 para recuperação das matas ciliares, revitalização e urbanização da área invadida no São Rafael. ‘‘Se a Cidade cuidar dos fundos de vale, essas invasões não vão ocorrer mais.’’
Ele ressaltou a necessidade de Londrina estabelecer critérios para assentamento urbano e também formas de buscar financiamento junto a fundações nacionais que disponham de recursos para a área ecológica. ‘‘Dinheiro para ecologia é o que mais tem hoje. É necessário que o município busque esses recursos para investir na recuperação de fundo de vales.’’

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