Ação visa conscientizar usuários de ônibus
Londrina - Se os passageiros resistem em usar o cinto de segurança nos carros, a realidade não nos ônibus. Um levantamento das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc) aponta que apenas 2% das pessoas transportadas nestes veículos usam o dispositivo durante as viagens. A necessidade de ampliar esta estatística levou a organização, em parceria com o Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), a investir ontem em uma ação de conscientização no Estado. A iniciativa teve como objetivo atingir, principalmente, as pessoas que foram para a estrada em razão do período de Carnaval.
O técnico de formação profissional do Senat Londrina, André Vinícius Vieira, explica que a campanha busca enfatizar que o uso do cinto por passageiros pode reduzir em até 75% o risco de ferimentos ou mortes em acidentes de ônibus. "Existe uma cultura de usar o cinto no banco dianteiro para evitar multas e abandonar isso no banco de trás. Mas os riscos, em caso de acidente, são muito grandes para esses passageiros", enfatiza Vieira.
Orientações e entregas de panfletos foram feitas nos terminais rodoviários de Londrina, Guarapuava, Maringá,Foz do Iguaçu, Santo Antônio da Platina, Ponta Grossa, Pato Branco e Curitiba. Na capital, a ação ainda prossegue neste sábado.
TRABALHO PERMANENTE
De acordo com o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran), ações de fiscalização e conscientização sobre a importância do cinto de segurança, tanto nos assentos dianteiros como traseiros, são frequentes no Estado desde 2011. As mudanças de comportamento, entretanto, não acontecem de imediato, assinala o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran, Juan Ramón Soto Franco. "O trabalho precisa ser constante e, muitas vezes, longo", diz.
Franco comenta que para este ano estão previstas blitze educativas com estudantes e pais de alunos na saída de escolas estaduais, a fim de alertar para a necessidade do cinto de segurança e do respeito a outras leis de trânsito. A expectativa é que o trabalho chegue a 34 mil crianças em 134 cidades.(A.L.)





