Indianópolis - Três moradores de Indianópolis (105 quilômetros a nordeste de Umuarama) ingressaram com uma ação contra a prefeitura para impedir a construção de uma capela mortuária no bairro onde moram. Na ação, a empregada doméstica Otaciana Souza de Oliveira, Dulce Garcia Batista e a vereadora Fátima Campazioli Garcia (PDT) pediram o embargo imediato das obras e anexaram um documento com assinaturas de 28 moradores dos conjuntos habitacionais Francisco Escorsin e Vila Alta.
Otaciana Oliveira, 50 anos, alega que a região é residencial e não dispõe de espaço para estacionamento de veículos. Além disso, fica na esquina da avenida Carijós, na saída para São Manoel do Paraná, rota de tráfego pesado. ''Eu já tentei vender minha casa, mas agora ninguém quer porque a capela vai tirar o sossego na vizinhança'', argumenta.
A capela começou a ser construída há um mês, num terreno em frente à Praça Vera Cruz. Os reclamantes pediram o embargo, mas a juíza da Vara Cível do Fórum de Cianorte, Flávia Braga de Castro Alves, deu cinco dias de prazo para o prefeito José Leopoldo Binder (PFL) responder às acusações.
Intimado, Binder disse que os argumentos dos contrários à obra não têm fundamento. ''A avenida tem bastante espaço para estacionamentos, já é movimentada e a realização de velórios não vai aumentar riscos de acidentes ou tirar o sossego.'' Segundo Binder, a ação tem motivações políticas. ''Otaciana queria ser contratada como zeladora da capela e a vereadora votou favorável à compra do terreno para a obra'', afirmou.
O prefeito argumentou que a cidade não tem local adequado para velar os mortos. Os velórios acontecem nas próprias casas ou no salão comunitário. A capela terá mais de 100 metros quadrados e vai custar em torno de R$ 90 mil.

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