Ação Social quer democratizar verbas
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sábado, 16 de junho de 2001
Maranúbia Barbosa De Londrina 
A Secretaria de Ação Social de Londrina quer democratizar a distribuição de verbas provenientes de emendas propostas por deputados federais para entidades assistenciais. Segundo a secretária Maria Luiza Rizotti, enquanto a maioria das instituições sobrevivem com recursos municipais, algumas delas recebem dinheiro diretamente de parlamentares. Ela diz que não tem nada contra as instituições serem ajudadas por deputados, mas prefere que o dinheiro seja gerenciado pelo Conselho de Assistência Social.
De acordo com a gerência de Acompanhamento e Controle de Projetos e Convênios da secretaria, os deputados federais Alex Canziani e Luiz Carlos Hauly, ambos do (PSDB), são os únicos que encaminham recursos de emendas da União para a área de assistência social de Londrina.
Para efetuar uma divisão igualitária entre as entidades, Maria Luiza entende que os recursos devem ser destinados ao Fundo Municipal de Assistência Social, para que o Conselho delibere a distribuição. Os critérios da divisão, explicou a secretária, seriam específicos e levariam em consideração as necessidades e o número de pessoas atendidas por cada instituição. Seria mais democrático se o Conselho decidisse porque poderia haver a participação da sociedade civil, afirmou Maria Luiza. Segundo ela, com esse entendimento, a secretaria de Ação Social não quer criar nenhum tipo de animosidade com os deputados e nem com as entidades, que precisam do dinheiro.
No ano passado, informou Maria Luiza Rizotti, o Conselho de Londrina e representantes do Fórum de Assistência Social de cidades da região se reuniram com alguns deputados para discutir a distribuição das verbas. Segundo a secretária, os deputados ouviram todas as sugestões e prometerem rever as posturas adotadas por eles.
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) disse que respeita a opinião da secretária de Ação Social, Maria Luiza Rizotti, mas não concorda em destinar as verbas para o Fundo de Assistência. Se tiver que ser assim eu levo as verbas para outros municípios, afirmou. O deputado tucano disse que direciona os recursos conforme a pressão dos pedidos, a necessidade e a urgência das entidades. Hauly informou que, além das emendas orçamentárias, consegue junto à Receita Federal mercadorias para as entidades leiloarem. Ele calcula que anualmente direciona para as instituições assistenciais de Londrina cerca de R$ 500 mil.
Se eu viabilizo as verbas tenho o direito de escolher para onde elas irão, disse o deputado federal Alex Canziani (PSDB). Deixar que o Fundo Municipal de Assistência gerencie os recursos, na opinião do deputado, dificulta que as entidades saibam quem está distribuindo. Isso não é correto com o deputado e vai inibir outros parlamentares que queiram encaminhar verbas do orçamento da União, explicou Canziani.
Deixar os recursos em aberto para que sejam controlados pelo Conselho, segundo Canziani, atrasa e dificulta o recebimento do dinheiro pelas entidades. Enviei R$ 40 mil, que foi depositado na conta da prefeitura no final de abril e até agora nem sei se as entidades receberam. até agora não recebi nenhum comunicado nesse sentido, declarou.


