Ação Social quer ajuda de empresários
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quarta-feira, 19 de novembro de 1997
Célia Baroni Londrina 
Mário CésarNo limiteReunião de autoridades e instituições que trabalham com menores: capacidade de atendimento se esgotou A Prefeitura de Londrina quer a parceria da Associação Comercial e Industrial (Acil) para ampliar o atendimento a crianças e adolescentes em situação de risco. O governo estadual liberou recursos para equipamentos e manutenção de duas casas-abrigo, mas não para contratação de pessoal. E a Secretaria Municipal de Ação Social não dispõe de funcionários suficientes para atuar nas duas novas casas.
A Ação Social buscou apoio das instituições que já trabalham com o atendimento a menores na Cidade, mas não conseguiu. Em uma reunião realizada ontem de manhã no Fórum de Londrina, as instituições deixaram claro que estão com sua capacidade de atendimento esgotada e não dispõem de recursos humanos para ceder à Prefeitura. Participaram da reunião: Promotoria da Infância e da Juventude, Conselho Tutelar, Lar Anália Franco, Casa Bom Samaritano, Nuselon, Polícia Civil, Polícia Militar e Acalon, entre outras instituições.
A secretária de Ação Social de Londrina, Marisa Goettel do Nascimento, explicou que um remanejamento interno dos projetos da Secretaria não resolveria o problema. Nossa equipe está enxuta e qualquer alteração significaria a acabar com um projeto para implantar outro. Com a liberação dos recursos estaduais, a secretária pretende implantar o Plantão Social, uma casa-abrigo que receberia as crianças em situação de emergência.
A maior dificuldade das equipes que fazem a abordagem dos menores em condições de risco é o encaminhamento para as instituições. A maioria das instituições que trabalham na Cidade não tem vagas suficientes para atender as crianças, diz Marisa Goettel.
Todas as instituições, segundo a secretária de Ação Social, estão sobrecarregadas. As atuais casas-abrigo da Prefeitura, por exemplo, têm capacidade para receber 10 crianças e já hospedam 16. O Plantão Social permitiria uma triagem dos casos, um melhor atendimento das crianças e o desafogamento das instituições.
O presidente da Associação Comercial, Abílio Medeiros, informou ontem que a entidade vai se empenhar para ajudar o trabalho com os menores. Os empresários londrinenses são sensíveis às questões sociais. Eles têm interesse em trabalhar para manter as crianças longe das ruas.
Na terça-feira, às 9h30, Medeiros se reúne com a Secretaria de Ação Social e o Ministério Público para discutir a proposta de parceria.


