Ação revela esquema de desvio
A representação criminal da empregada doméstica Marli Miranda Pereira da Cruz revela, segundo o advogado Oliveira Martins dos Reis, da Igreja Só o Senhor é Deus, uma armação da mulher do ex-missionário, Saline Atie Ramos para justificar desvio de dinheiro. Marli contou que durante os quatro anos em que trabalhou como empregada do casal em Maringá, fez depósitos sistemáticos na conta do filho de Saline, Alcyr Naphtali Ramos Filho. Saline era tesoureira da Só o Senhor é Deus.
Os depósitos, conforme Marli, variavam entre R$ 1,5 mil a R$ 5 mil, sempre em dinheiro, em conta corrente do Bradesco no Rio de Janeiro. A empregada contou que Saline pedia segredo sobre os depósitos. Marli conta ainda que enviou dinheiro por sedex em envelope ou em caixas de sapatos.
No caso do Rio de Janeiro, o advogado acredita que Saline orientou Marli para que depositasse parte do dinheiro em conta porque sabia que podia confiar na humildade da empregada. Desta forma, ela poderia justificar algum desvio recente de dinheiro, levando o missionário a pensar que o valor (R$ 90 mil ou R$ 70 mil) teria sido furtado por Marli. Com o depósito de R$ 20 mil, Saline teria a prova de que a empregada havia furtado e que pelo menos parte do dinheiro poderia ser recuperado. (M.M.)





