A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público ingressou na segunda-feira com uma ação civil pública pedindo a suspensão da instalação de 47 radares de velocidade em Londrina. A peça, assinada pelos promotores Leila Voltarelli e Renato de Lima Castro, solicita a suspensão imediata da concorrência pública sob pena de multa diária de R$ 3 mil.
A alegação é o princípio da ''indelegabilidade do poder de polícia'', uma vez que a operação dos radares e aplicação das multas ficariam por conta de uma empresa particular. O valor previsto na licitação é de R$ 10.671,00 por 30 meses de locação dos equipamentos - 46 fixos e um móvel.
Também sugere a responsabilização de três diretores por atos de improbidade administrativa. Declara, ainda, que a contratação de radares é ''contrária ao interesse público porque não representa ação preventiva, educativa e que visa a manutenção do bem-estar da comunidade.''
A direção da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) foi procurada pela reportagem, mas alegou que só vai comentar o assunto após notificação oficial da Justiça. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, os radares foram testados e os resultados estão sendo analisados por técnicos da companhia.
Segurança - O projeto-piloto usado para verificar a eficiência da instalação de uma câmera de segurança na Área Central de Londrina foi bem avaliado pela administração municipal e pela Polícia Militar.
O secretário de Governo Adalberto Pereira da Silva afirmou que um projeto está sendo preparado para montagem do processo licitatório para implantação de mais unidades. ''Depois vamos buscar verbas federais a fundo perdido para expansão do projeto'', explicou.
O tenente Ricardo Eguedis, do 5º Batalhão da PM, salientou que o uso da câmera foi ''proveitoso'' e possibilitou a identificação e prisão de traficantes que agiam no Centro.

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