Maringá – O advogado Wilson Quinteiro entrou ontem com mandado de segurança contra a reitora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Neusa Altoé com ação popular contra o Estado, UEM, Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar) e também contra a pessoa física de Neusa Altoé e do governador Jaime Lerner. No mandado de segurança com pedido de liminar, o advogado ataca a reitora por omissão e pede a antecipação dos efeitos da colação de grau de 400 formandos da instituição. Já a ação popular visa a volta imediata das aulas sob pena de danos ao patrimônio público.
Conforme Quinteiro, o Estado, a UEM, o Sinteemar, a reitora Neusa Altoé e o próprio governador do Estado, podem ser responsabilizados pelos danos que a greve dos servidores da UEM venham causar ao patrimônio público. Segundo o advogado, com o prolongamento da greve, muitos alunos, especialmente os formandos devem entrar com ação judicial alegando inúmeros prejuízos. ‘‘O ressarcimento dos prejuízos podem representar danos ao patrimônio público’’, explicou. Segundo o advogado, ‘‘o direito à educação é essencial e sobrepõe ao direito de greve’’.
De acordo com o acadêmico Weslen Vieira da Silva, cerca de 1.300 estudantes da UEM deveriam estar se formando neste início de ano. Ele é o autor da ação popular e um dos integrantes do Movimento dos Sem-Formatura (MSF). Segundo Silva, o movimento tentou negociar com o Sinteemar. ‘‘Mas os representantes do sindicato disseram que não iriam negociar com a gente porque o governo não negocia com eles’’, afirmou.
Segundo o estudante de Direito, Sérgio Ramajo, os formandos da UEM estão tendo diversos prejuízos não só pela ameaça de perda de empregos praticamente garantidos antes da greve, mas também pela manutenção de custos com moradia em Maringá. A reitora Neusa Altoé disse que vai aguardar pela decisão do juiz para se pronunciar e tomar as providências cabíveis.

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