O novo serviço de transporte de passageiros oferecido pela Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), conhecido por Psiu, está sendo questionado na Justiça por uma ação popular que tramita na 4Vara Cível. O autor pede uma liminar para suspender o serviço.

Segundo informações contidas na ação, protocolada em 25 de setembro, o advogado Francisco Eduardo de Oliveira contesta a legalidade dos serviços prestados pelos oito microônibus da empresa desde aquele mês e também questiona a falta de licitação para implantação desse ''novo transporte coletivo'', que seria um novo serviço público. O advogado reclama também da diferença de tarifa, já que a do transporte coletivo é R$ 1,15 e a do Psiu R$ 1,50.

Em 27 de setembro, o juiz da 4º Vara, Jefferson Alberto Johnsson, considerou que ''se houve ou não licitação é matéria que depende de prova e esta somente poderá ser analisada após a resposta dos réus''. Em 30 de outubro, o juiz pediu a citação das partes Município, TCGL, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e o comparecimento no prazo legal de 20 dias para que façam a contestação.

O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirmou ontem que não consegue entender a argumentação do advogado. ''Estou convencido de que não há necessidade de licitação'', pontuou. Já o gerente da TCGL, Gildalmo de Mendonça, adiantou que advogados da empresa já preparam a defesa. Também para ele, a tese da falta de licitação não procede. ''Como é que a empresa vai licitar um serviço que ela já opera?'', questionou.

Segundo Guldamos Mendonça, o Psiu é mais uma modalidade de transporte que a empresa disponibiliza, ''assim como os ônibus articulados, e não um novo sistema de transporte coletivo''. De acordo com ele, ''o serviço está sendo elogiado'', mas ainda não conseguiu alcançar um volume de passageiros suficiente para cobrir os custos com a operação.

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