A ação do Ministério Público pedindo a prisão de 21 pessoas por envolvimento em quadrilha de roubo de cargas menciona o secretário de Segurança, José Tavares, o delegado-chefe da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, e o deputado Carlos Simões (PTB), candidato à reeleição.
Conforme a denúncia, Simões teria intermediado o contato do chefe da quadrilha, Mário Fogassa, com o secretário José Tavares. Fogassa queria falar ao secretário ''do seu inconformismo com o que chamou de repique'', ou seja, o fato de ter que pagar aos policiais para obter liberação das cargas roubadas.
Diante do pedido do chefe da quadrilha, o secretário teria incumbido Leonyl Ribeiro de solucionar o problema. Leonyl, então, teria pedido para o delegado Armando Garcia ''segurar'' o inquérito policial, instaurado contra Fogassa por receptação de cargas.
A assessoria de imprensa do secretário Tavares disse que ele estava fora de Curitiba ontem e só soube da investigação e dos nomes citados na ação do Ministério Público através de um telefonema do delegado Leonyl Ribeiro. Segundo a assessoria, Tavares afirma que nunca pediu para segurar processo algum e quem nunca teve contato pessoal nem telefônico com Mário Fogassa, citado na ação do Ministério Público. Leonyl Ribeiro também não quis se manifestar. Disse que vai convocar a imprensa na segunda-feira, depois de tomar conhecimento da ação, para esclarecer os fatos. Mas adiantou que na sua conduta não existe nada de irregular.
O deputado Carlos Simões (PTB) foi procurado pela reportagem da Folha em diversos locais: na Assembléia, na rádio onde trabalhava, através de seu celular, do telefone de seus assessores e do seu bip, mas não retornou aos recados deixados. Seu irmão, Íris Simões, disse que estava no interior e portanto não podia se manifestar sobre o assunto. (Denise Angelo)

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