LONDRINA Ação judicial exige mais vagas em creches Promotoria da Vara da Infância e Juventude pede que a prefeitura disponibilize, em 1 ano, 12 mil vagas Érika Pelegrino de Londrina O promotor interino da Vara da Infância e Juventude, Marcos Neri de Almeida entrou ontem com uma ação civil pública contra o Município, devido à falta de vagas nas creches de Londrina. A cidade tem um déficit de 12 mil vagas para crianças de 0 a 6 anos. Na ação o promotor determina que num prazo de 30 dias o município ofereça mais 500 vagas, sendo 100 em cada região; tendo que pagar R$ 1 mil de multa por dia se não cumprir o determinado. A ação depende de sentença do juiz da Vara da Infância e Juventude, Dimas Ortêncio de Mello. Num prazo de um ano, a ação determina ainda que o município tenha disponibilizado vagas para todas as crianças de 0 a 6 anos. O secretário de Educação, José Dorival Perez, que assume na próxima semana também a secretaria da Ação Social, já declarou que é impossível oferecer 12 mil vagas em um ano. Ele disse também que não adianta determinar que se consiga mais 100 vagas em cada região, sem conhecer a demanda de cada uma delas. Segundo o secretário, independente de ação pública, já estão sendo tomadas providências para oferecer mais vagas nas creches de Londrina. Equipes da secretaria de Educação estão trabalhando para otimizar os espaços físicos e desta forma atender mais crianças. Segundo o secretário, só num trabalho prévio de remanejamento de turmas na creche Cidade da Criança, verificou-se que será possível atender de imediato no mínimo mais 65 crianças. ‘‘Nas outras creches públicas também está sendo feito o mesmo trabalho. Não sabemos o volume exato de vagas que serão ampliadas com a otimização dos espaços físicos, mas será possível atender mais crianças, já no próximo mês’’, afirmou. O secretário afirmou que a Ação Social também verá a possibilidade de fazer o mesmo nas creches conveniadas. Outra medida que será tomada a partir da próxima semana é a elaboração de um plano de expansão do atendimento infantil de 0 a 6 anos, segundo o secretário. Para a elaboração do plano será feito um levantamento junto à Ação Social para verificar quais regiões precisam de mais vagas. O secretário disse que é preciso conhecer a realidade de cada região para desenvolver a política de expansão. ‘‘No Assentamento São Jorge, por exemplo, 100 vagas é insuficiente; já em outras regiões pode ser que 100 vagas seja um exagero. Precisamos conhecer as necessidades de cada região para realizar uma política de expansão’’, afirmou. O plano de expansão de atendimento infantil, de acordo com o secretário, também irá determinar a constituição jurídica da creche: se será pública ou conveniada (contrato de gestão).