Está tramitando na Vara da Fazenda Pública uma ação judicial movida há um ano pela Promotoria de Meio Ambiente e que poderá impedir o funcionamento do Sistema de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, realizado através dos caminhões incineradores. O promotor Saint Clair dos Santos disse que a questão está agora nas mãos da Justiça e explicou que a ação foi baseada nos riscos que a fumaça da queima de resíduos trariam à saúde da população.
O Fórum das Entidades Ambientalistas também aponta uma série de prejuízos que o sistema traria à população curitibana, entre eles a dificuldade dos hospitais em separar o lixo e o risco de que materiais tóxicos sejam incinerados. Uma das representantes do fórum, a ambientalista Teresa Urban, disse que a fiscalização será intensa.
Ela acredita que cerca de 400 estabelecimentos de saúde em Curitiba e região sejam responsáveis pela produção de aproximadamente 1.800 quilos de lixo hospitalar por dia.
‘‘Outro problema seria a possível contaminação a partir de materiais tóxicos encontrados nas cinzas resultantes da incineração’’, explicou. ‘‘Esta é uma solução precária para o problema do lixo hospitalar’’, acredita Teresa.
Ela avisou que além de acompanhar rigorosamente todos os passos do processo de implantação do sistema, o fórum iniciará imediatamente uma campanha de esclarecimento aos hospitais e à população. ‘‘Através de material impresso, enviaremos informações sobre os verdadeiros riscos do sistema’’.

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