Ação judicial adia entrega de rodoviária
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segunda-feira, 23 de outubro de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
Inaugurada com festa ano dia 22 de junho, a nova rodoviária de Campo Mourão continua fechada. O problema é uma ação justicial apresentada pela empresa Aterfi Administradora, de Foz do Iguaçu, que alega irregularidades no edital para a terceirização da administração da rodoviária. A empresa chegou a conseguir uma liminar contra a licitação. A liminar foi derrubada, mas o funcionamento da rodoviária depende do julgamento do mérito da ação.
A Aterfi nem chegou a participar da licitação. A forma como a prefeitura preparou o edital já nos desabilitava, explicou ontem um diretor da empresa que se identificou apenas como Nélson. Segundo ele, os principais problemas no edital são a exigência de um profissional registrado no Conselho Regional de Administração e a falta de uma minuto do contrato de concessão junto com o edital.
Como poderíamos participar de uma licitação sem saber totalmente o que teríamos que assumir no contrato?, questionou Nelson. Ele disse que o objetivo da ação da empresa é anular a licitação, fazer com que a prefeitura tenha que preparar um outro edital em que a Aterfi possa participar. Nélson disse que não entende como sua empresa, que administra a rodoviária de Foz do Iguaçu há 8 anos, não possa participar de uma licitação em que a vencedora acabou sendo uma empresa que não tem nenhuma experiência no setor.
O procurador-geral da prefeitura de Campo Mourão, Roberto Ribeiro de Castro, afirmou que as alegações da empresa são absurdas e que ela não participou da licitação porque estaria mais suja do que pau de galinheiro. A expectativa da prefeitura é que o caso seja resolvido pela Justiça ainda em novembro. O cronograma inicial previa que a rodoviária entraria em funcionamento em fevereiro deste ano.
Nélson não acredita que a o caso seja resolvido tão cedo. Mesmo que a Justiça dê ganho de causa à prefeitura, ele promete recorrer ao Tribunal de Justiça, em Curitiba. Ele nega que a Aterfi esteja suja. Passamos por uma situação difícil em 1997, mas já passou. E por mais que tivéssemos problemas, isso não eliminaria as irregularidades do edital.
A empresa que venceu a concorrência, a América Empreendimentos Ltda, é de Curitiba. Ela ofereceu R$ 2,32 milhões para administrar o terminal por 20 anos R$ 582 mil devem ser pagos à vista à o restante divididos em parcelas mensais. Segundo a prefeitura, esse valor representa um lucro de R$ 200 mil ao município em relação aos gastos com a obra.


