Ação Integrada vai combater criminalidade
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quarta-feira, 01 de dezembro de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
A partir de hoje, a Prefeitura de Londrina, por meio de secretarias e autarquias, Ministério Público e o Conselho Comunitário de Segurança devem atuar de forma conjunta com as polícias Civil e Militar na prevenção de ocorrências criminosas em Londrina. A iniciativa faz parte do projeto ''Ação Integrada de Fiscalização Urbana'', lançado ontem no Auditório do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval).
Entre as primeiras medidas a serem adotadas está a liberação de até 30% dos recursos do Fundo de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom) para apoio ao corpo policial da cidade.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, Alvino Filho, é o responsável pela implantação do programa. Segundo ele, o objetivo é fazer de organismos como Vigilância Sanitária, MP e Procon fontes de informação para o trabalho da PM e Polícia Civil. ''Vamos utilizar a logística já existente na cidade para trabalhos de prevenção, trazendo, consequentemente, vantagens também para o policiamento ostensivo. O diferencial está na racionalização do uso desta logística'', explicou.
A coordenação ficará a cargo da própria PM que deve, nos próximos dias, designar um oficial para o cargo. ''Ainda estamos discutindo como o programa será implantado na cidade, mas reconhecemos que a integração pode ajudar muito. Não vai exigir investimentos altos, só vai promover a troca de informações entre os organismos. Assim, durante o atendimento de uma ocorrência, poderemos definir rapidamente de quem é a prioridade na fiscalização: se é do Estado, por meio da polícia, ou do município, com as entidades competentes'', explicou o comandante interino do 5º Batalhão da PM de Londrina, capitão Altivir Cieslak.
De acordo com o coordenador estadual do projeto, Benjamin Zanlorens, o programa já funciona há dois anos em Curitiba, com resultados positivos. ''Fiscalizações em locais onde a polícia tem atuação reduzida devido a limitações legais, como em estabelecimentos comerciais, poderão ser otimizadas com o apoio do Procon ou da Vigilância Sanitária. Este tipo de ação reduziu o índice de ocorrências policiais no comércio de Curitiba em até 40% nos últimos 24 meses'', exemplificou.
Além do apoio técnico, a prefeitura pretende liberar até 30% das verbas do Funrebom para apoio financeiro às polícias. O fundo é proveniente da arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e de taxas de vistoria e combate a incêndio. Atualmente, é totalmente direcionado para o Corpo de Bombeiros. A opinião do secretário de Governo da prefeitura, Adalberto Pereira, é de que o excedente deste fundo R$ 700 mil de um total de R$ 2,1 milhões anuais seja redirecionado à PM e Polícia Civil. ''Sabemos que são as corporações que mais sofrem com a falta de estrutura e queremos apoiá-las. O Corpo de Bombeiros não será prejudicado, pois somente o excedente será reutilizado'', explicou.
O comandante do 3 º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina, tenete-coronel Aloísio Costacurta Vieira, confirmou que a prioridade no uso da verba será da corporação. ''O dinheiro vai para as outras instituições somente se não houver destinação dos Bombeiros naquele mês'', salientou. Hoje, os recursos do Funrebon são utilizados para aquisição e conserto de viaturas, alimentação e manutenção do quartel.
O redirecionamento da verba, pedida pelo prefeito Nedson Micheleti, está sob avaliação da Câmara desde maio e não tem prazo para ser votado. Segundo o presidente da Comissão de Segurança da Casa, vereador Jamil Janene, as comissões avaliam a legalidade do projeto. ''A princípio, eu votaria a favor do redirecionamento. Mas precisamos saber se isso é constitucional. Só depois isso irá a plenário'', concluiu. (Colaborou Fernando Rocha Faro)


