Ação Integrada quer coibir delitos em Londrina
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sábado, 28 de julho de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Durante uma mesma noite, diversas irregularidades foram encontradas em bares, lanchonetes e postos de combustíveis da cidade. Além da notificação de estabelecimentos com problemas fiscais, a presença de menores foi constatada em quase todos os pontos percorridos pela polícia durante a Ação Integrada, realizada este fim de semana.
A força-tarefa, que vem atuando há cerca de seis meses na cidade, inclui a participação da Polícia Militar, Civil, Ambiental, Corpo de Bombeiros, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vara da Infância e Juventude, Conselho Tutelar, Vigilância Sanitária e Secretaria Municipal de Fazenda. O resultado oficial da operação deve ser divulgado amanhã.
O chefe da Central de Operações da Polícia Militar (Ciosp), Benedito Facini, de Curitiba, esteve em Londrina para acompanhar a ação. Segundo ele, a idéia é que o trabalho integrado se torne rotina na cidade. ''Em Curitiba isso já acontece todos os dias. Aqui em Londrina estamos fazendo cada vez com mais frequência. A idéia não é só encontrar irregularidades, mas sim fazer com que as pessoas realmente não cometam mais delitos'', disse.
Acompanhando o comboio - A FOLHA acompanhou o primeiro dia da ação, que começou às 21h de sexta-feira e se estendeu até às 2 da manhã de ontem. As ações foram concentradas na Zona Sul e Área Central da cidade. O comboio partiu do 5º Batalhão da Polícia Militar e a primeira parada foi na Rua Vitória Régia, localizada no Parque Ouro Branco, onde três estabelecimentos comerciais foram fiscalizados.
Um bar, que já teria sido autuado numa outra operação, por ter alvará que permitia funcionamento somente até às 18h, foi novamente notificado e dessa vez teve as portas fechadas. A Vigilância Sanitária também encontrou a cozinha em ''péssimas condições'' para funcionamento, além de alimentos expostos em estufas sem aquecimento. O Juizado de Menores também registrou a presença de adolescentes no local. ''Além de funcionar irregularmente, a polícia recebe denúncias frequentes que aqui serve como ponto de encontro para comercialização de drogas e prostituição. É um local que será fechado pois, além de tudo, é reincidente'', explicou Facini.
Outro bar, apesar de estar com processo em andamento para regularização do alvará, comercializava medicamentos como Dipirona, entre outros. As caixas com remédios foram confiscadas pela Vigilância Sanitária e o proprietário foi multado.
Ainda no Parque Ouro Branco, uma lanchonete que comercializava lanches e pizza, estava sem alvará. ''Eles lidam diretamente com alimentos e não possuem nem alvará para estar abertos. Não tiveram licença da Vigilância e trabalham com bisnagas de maionese, o que é proibido. O estabelecimento terá 24 horas para regularizar a situação ou será fechado'', disse o fiscal da Saúde.
Durante uma blitz no Jardim São Lourenço, outro bar também funcionava sem licença da Vigilância Sanitária e não cumpria todas as exigências previstas no alvará. A polícia ainda encontrou cinco papelotes de crack escondidos numa árvore em frente ao bar, o que, segundo os próprios PMs, confirma as constantes denúncias de o local funcionar como ponto de comercialização de drogas.
Adolescentes em bar - No Jardim União da Vitória, pelo menos dez adolescentes desacompanhados frequentavam um bar. O local não possuía alvará e ainda contava com uma máquina caça-níqueis (jogos de azar). O estabelecimento foi fechado.
Dali, o grupo partiu para dois postos de combustíveis na Área Central, um na avenida JK e outro na Higienópolis. Nos dois havia a presença de adolescentes ingerindo bebida alcoólica. O Juizado de Menores comunicou os responsáveis que foram buscá-los no local. Um dos postos, que também já havia sido notificado, continuava comercializando bebida alcoólica para consumo dentro do posto, o que é proibido por lei.
A maioria dos estabelecimentos fiscalizados pela PM foi procurada após denúncias feitas pela população.


