Ação fiscaliza menores em férias
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de dezembro de 1997
Giovani Ferreira 
Ponta Grossa
Durante o período de férias escolares é comum aumentarem os casos de menores cheirando cola, realizando pequenos furtos e se envolvendo com algum tipo de droga. Para reverter a situação e procurar conter esses delitos, a Secretaria de Ação Social de Ponta Grossa estará desenvolvendo uma campanha de fiscalização dos menores infratores durante o período de férias.
O programa Ação Férias Legal, que teve início ontem, é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Ação Social, Conselho Comunitário de Segurança (CCS), Polícia Militar, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar e Promotoria da Infância e Juventude.
De acordo com o secretário municipal de Ação Social, João Carlos Barbiero, o programa tem dois objetivos fundamentais. O primeiro é fazer com que a população de Ponta Grossa sinta-se mais segura durante as férias. O segundo é atuar de maneira preventiva, mostrando ao menor que ele está sendo fiscalizado.
O trabalho de fiscalização será desenvolvido através de blitze que serão realizadas no Centro da cidade. Equipes representadas por todos os segmentos que participam do programa estarão abordando menores que estejam cheirando cola, consumindo drogas ou praticando alguma espécie de infração ou irregularidade. As blitze serão desenvolvidas a cada cinco dias. A primeira blitz do programa foi realizada no final da tarde de ontem.
Dependendo do caso o menor poderá ser encaminhado para a Promotoria da Infância e Juventude ou para alguma entidade ou abrigo de menores carentes ou infratores. Os fiscais do programa também estarão encaminhando menores de volta para suas casas, e alertando os pais que seus filhos podem ser notificados caso sejam apanhados novamente comentendo algum delito.
Barbiero explicou que a proposta de realização do programa surgiu, a princípio, da necessidade de fiscalizar os menores atendidos pela própria Secretaria de Ação Social, que interrompe seus programas assistenciais no período de férias. Segundo Barbiero, são mais de 400 crianças, menores carentes, que durante as férias deixam a Secretaria de Ação Social e voltam para as ruas.


