Uma campanha impulsionada pela preocupação com uma amiga querida pode ajudar pessoas de todo o País, e até de outras partes do mundo. No ano passado, quando souberam que, para Nathália Westphalen, diagnosticada com leucemia, um transplante de medula óssea seria a única solução, suas amigas foram atrás de informações sobre como o processo de doação funcionava. Depois iniciaram a campanha para procurar doadores. O grupo conseguiu, até agora, 10 mil cadastros.
A estudante de Medicina Veterinária de 21 anos fez cinco meses de tratamento quando descobriu a doença. Os médicos acreditaram que leucemia estava controlada, mas em menos de um ano, Nathália começou a se sentir mal novamente. ''Como (a doença) voltou muito rápido, tem que fazer o transplante, ou vou precisar fazer quimioterapia o resto da vida.''
No Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina, as amigas da estudante descobriram que é de um para 100 mil as chances de conseguir um portador de medula óssea apto para fazer a doação. ''Mas, segundo o pessoal do Hemocentro, no Brasil, por causa da miscigenação, passa a ser de um para um milhão de pessoas'', conta a administradora de empresas Paula Daher Abu-Jamra, uma das amigas de Nathália.
Como apenas o Hemocentro está credenciado para fazer o cadastro de doadores, as amigas programaram campanhas para incentivar a doação. Iniciada em julho, a campanha foi intitulada de ''Unidos pela Nath'', e passa periodicamente por lugares daqui e de cidades vizinhas, com grande concentração de pessoas como igrejas, supermercados e shopping centers. O banco de dados de doadores de medula óssea é nacional, mas existe a possibilidade de intercâmbio com outros países, principalmente os Estados Unidos e os países da Europa.
Nas campanhas, comparecem os amigos, amigos de amigos e até gente desconhecida para ajudar. ''Tinha uma menina que ia para ajudar por ajudar. Ninguém a conhecia'', lembra Thaís Daher, turismóloga. Para potencializar a ação, elas também foram atrás de patrocínio para a confecção de camisetas, impressão de banners, entre outros. Procuraram a imprensa, além de disponibilizarem conteúdo na internet. Até uma linha telefônica para tirar dúvidas sobre a doação de medula foi adquirida.
Com todo o trabalho, o grupo conseguiu, até agora, 10 mil cadastros de doadores. ''O que elas conseguiram em três meses de campanha é mais do que conseguimos em todo o ano passado, quando tivemos apenas uma campanha vinculada a pacientes'', afirma a assistente social do Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina, Eliana Aparecida Palu Rodrigues.
Esclarecer e orientar
Além de abordar as pessoas para fazer o cadastro, o grupo esclarece dúvidas. ''Tem gente que nem sabe o que é doação de medula, que acha que a gente vai tirar um pedaço do corpo. Explicamos que, para o cadastro, é preciso apenas de cinco mililitros de sangue'', conta a consultora Daniela Oliveira.
''Achei bem bonitinho. Me deu bastante força. A ajuda delas foi bem importante, porque eu fiquei bem mal, mesmo'', completa Nathália, emocionada.
Serviço:- Mais informações no Hemocentro do HU (fones (43) 3371-2356/ 3371-2465) ou no blog da campanha: www.unidospelanath.blogspot.com

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