Londrina - Entre tantos "endereços" do Aedes aegypti, a zona leste de Londrina merece destaque. Isso porque nos últimos dias o alto índice de focos do mosquito transmissor de dengue despertou ainda mais a atenção dos agentes de Endemias e comunitários de Saúde, que atuam nos conjuntos Armindo Guazzi e Alexandre Urbanas.
Em um mapa preenchido pelos agentes, há centenas de pontos vermelhos distribuídos por quarteirões. "Cada um deles é um foco do mosquito. Em um único quarteirão já foram encontrados 12 focos. É por isso que montamos essa ação, que chamamos de tratamento da região. Estamos percorrendo todos os imóveis e fundos de vale, recolhendo os recicláveis e reforçando as orientações à população", explica o supervisor de Endemias da Secretaria de Saúde, Luiz Alfredo Gonçalves.
Ontem, 30 agentes se dividiram em duplas, formadas por uma do setor de Endemias e outra da área de Saúde e vistoriaram 1.935 imóveis.
Na casa de Dinalva Nascimento de Oliveira, a agente Iliara Alana Alves falou sobre o sintomas da dengue e lembrou sobre o armazenamento correto dos recicláveis e a limpeza geral do quintal, principalmente dos ralos externos.
"Acho que a população está bem informada, mas é sempre importante reforçar e alertar sobre criadouros pouco divulgados, como os compartimentos de geladeira, bebedouros e climatizadores, pois são locais onde também se acumula água", comenta.
Apesar dos fundos de vale e terrenos baldios apresentarem focos, o objetivo da ação era o quintal. Um levantamento feito pela equipe no início do mês revelou que nesses dois bairros foram encontrados 130 focos do mosquito em uma área de aproximadamente 1,8 mil imóveis, o que representa cerca de 4 mil moradores.
"Podemos afirmar que 80% dos criadouros estão nas residências, em materiais descartáveis", diz Gonçalves, ressaltando que os agentes estão em constante alerta. "Enquanto muitas pessoas conseguem enxergar apenas lixo, a gente vê potenciais criadouros do mosquito."
O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado em Londrina em janeiro apontou um índice de infestação de risco (7,4%) se comparado com o índice aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1%. Na região da Unidade Básica de Saúde do Armindo Guazzi, o índice chegou a 3,54%.

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