Ação da Polícia Militar
no Terminal gera crítica
Áureo Nogueira
César AugustoOfendida
Cristina Pires: ‘Foi humilhante’‘‘A ação da Polícia Militar foi desagradável e humilhante.’’ A reclamação é de Cristina Pires, de 25 anos, que estava no Terminal Urbano de Transporte Coletivo (área central de Londrina), na noite de segunda-feira, quando a PM fez um arrastão. ‘‘Todos ficaram assustados. As crianças, em pânico. As mães de algumas não conseguiam fazê-las parar de chorar.’’
Segundo Cristina, a PM invadiu o Terminal como se estivesse fazendo uma operação de guerra: soldados fortemente armados e agindo com rigor em revista aos usuários do transporte coletivo. ‘‘Felizmente, a revista foi feita somente nos homens. Imagino que o horror teria sido ainda maior se as mulheres também fossem submetidas àquele vexame’’, afirma Cristina Pires.
Ela diz acreditar que ações da Polícia para reduzir a criminalidade são necessárias, mas sem extrapolar para o abuso de autoridade. ‘‘Somos usuários de transporte coletivo, mas também somos cidadãos. Não podemos aceitar ser tratados como marginais’’, comenta. Ela solicita ao comando do 5º Batalhão da Polícia Militar que oriente a tropa para ações que envolvam diretamente a população da Cidade.
‘‘A PM poderia fazer o arrastão respeitando as pessoas. Afinal, havia idosos, mulheres e crianças. Os policiais poderiam fazer o seu trabalho sem abusar da autoridade, revelando arrogância e prepotência’’, observa Cristina Pires.
O plantonista da Polícia Militar informou que só o comandante do Batalhão, tenente-coronel Ademir Costa, poderia comentar hoje o assunto.

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