Ação da polícia
divide a opinião das
pessoas revistadas
Marcelo AlmeidaMaria Aparecida saiu chorando da praça, ao ter até o cabelo revistadoA operação das polícias Civil e Militar assustou a população que trabalha ou estava passando pelo centro de Curitiba, mas também humilhou algumas delas. Quem foi revistado pela polícia acabou se tornando o centro das atenções de dezenas de curiosos que passavam pelos locais onde as abordagens foram realizadas. A ação acabou dividindo a opinião das pessoas.
Uma mulher que se identificou apenas como Maria Aparecida não se conformou com a situação a que foi submetida. Nervosa, ela saiu chorando da Praça Tiradentes, depois de ter sido revistada pela delegada operacional da 1º Delegacia de Furtos e Roubos, Delair Manfron. Junto com o marido, Maria estava sentada num banco da praça, lendo um documento que vai garantir um seguro ao filho, que foi atropelado.
‘‘Me assustei com o barulho das sirenes e me levantei para ver o que estava acontecendo’’, contou. Logo em seguida, a mulher e o marido foram revistados. Tudo o que tinham numa bolsa foi vistoriado, como roupas, um pacote com sabonete e alimentos. Até mesmo os cabelos cacheados de Maria levantaram suspeita, e foram remexidos pelos policiais. ‘‘Fiquei com muita vergonha, todo mundo olhando’’, disse ela ao sair chorando da praça.
Osmair de Abreu, que também estava na Tiradentes acompanhado do neto Leandro de Abreu, também foi obrigado a se explicar à delegada Delair Manfron. Leandro, que estava tomando leite na hora da abordagem, teve que citar os nomes da mãe e de irmãos para provar que tinha parentesco com o avô. Osmair, que nunca tinha sido abordado pela polícia, não conseguiu esconder o nervosismo, mas disse que concordava com o trabalho.‘‘Ajuda na nossa segurança’’, comentou. (A.R.)

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