Londrina - A educação ambiental das crianças é uma das principais formas de evitar problemas ambientais no futuro, como a seca decorrente do desmatamento e o descaso com os rios. E este foi o objetivo de uma atividade realizada na tarde de ontem na nascente do Córrego Água das Pedras, na zona leste de Londrina. A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) comemorou o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, com mais uma etapa do projeto Fonte Viva, que visa promover a recuperação das nascentes urbanas e fortalecer o vínculo afetivo do londrinense com o meio ambiente.
Alunos da Escola Municipal Amanda Rossi assistiram um experimento com reagentes que demonstrou a qualidade da água na nascente. Na sequência, puderam conferir a qualidade nesse mesmo córrego alguns metros depois. Segundo o biólogo da Secretaria Municipal de Ambiente, Jorge Akira Oyama, é possível notar que dez metros depois da nascente a água já está mais turva. "Muitos cavalos que bebem água aqui acabam defecando em suas margens e isso acaba contribuindo para esse resultado", apontou Oyama. Outro problema é que o local frequentemente é utilizado como ponto de descarte ilegal de entulhos. Antes do evento foi realizado um mutirão e foram retirados seis caminhões de lixo da área.
De acordo com a secretaria, o município conta com 84 cursos d’água na área urbana. Os principais são os ribeirões Jacutinga, Lindoia, Cambé e Cafezal e o Córrego Águas das Pedras. O gerente regional da Sanepar, Sérgio Bahls, explica que todos eles fazem parte da Bacia Hidrográfica do Tibagi e que quanto maior a poluição nessas águas, mais produtos químicos são necessários para deixá-la disponível para o consumo. "Atualmente 7% de nossa receita é gasta com o tratamento de água", apontou.
Outra atividade foi o plantio de árvores. Trinta alunos da Escola Amanda Rossi, que fica no Jardim Espanha, plantaram mudas de ipê amarelo e branco, palmeiras e outras espécies nativas. Caroline dos Santos Custódio e Ariany dos Santos Silva, ambas de 7 anos, estavam animadas ao fazer o plantio nas margens do córrego. "Sem nenhuma árvore em volta, o rio seca mais rápido, mas se plantarmos árvores, vai demorar para evaporar", ensinou Ariany.
Mariane Rodrigues, de 7, se mostrou uma das mais conscientes da turma. "Quando tomo banho eu me molho primeiro, desligo a água, passo a esponja com o sabão e depois abro a torneira de novo. Ensino meus amigos a fazer isso também", disse, para orgulho da diretora da escola, Luciana Lima. "Essas atividades práticas são importantíssimas para que elas conheçam essa realidade", afirmou.

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