Ação cobra prejuízos por kit de primeiros socorros
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Deu entrada na tarde de ontem na Justiça Federal de Cascavel ação civil pública, apresentada pelo Ministério Público (MP) federal, para responsabilizar a União por abuso de autoridade e prejuízos causados às pessoas que foram obrigadas a adquirir o kit de primeiros-socorros (com preço de até R$ 10,00), que havia sido instituído pelo Código Brasileiro de Trânsito (CTB) e Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Em todo o País, teriam sido gastos aproximadamente US$ 700 milhões na aquisição dos chamados kits bobagem.
Os estojos com esparadrapo, gaze, tesoura, luvas plásticas e água oxigenada, foram exigidos nos carros entre janeiro e abril, quando o dispositivo do CTB e a Resolução foram anulados na Câmara, por iniciativa do deputado federal paranaense Padre Roque (PT). O parlamentar sustentou que o kit era inútil, caro e perigoso por sugerir que um simples curativo seria forma de socorro adequado no caso de acidente automobilístico.
A ação do MP federal, assinada pelo procurador da República Celso Antônio Três, pede também que as multas por falta de kit sejam estornadas e os pontos na CNH, anulados. No caso dos prejuízos com a aquisição dos kits, ele quer que a União seja condenada a reembolsar os valores pagos, mediante a apresentação de comprovante da aquisição. A ação contempla proprietários de carros que residam nos 64 municípios jurisdicionados ao MP de Cascavel.
Para se habilitar à anulação de multas, pontos e restituição de valores, caso a ação tenha decisão favorável, eles devem comprovar a propriedade de carro no período de vigência da Resolução (1 de janeiro a 14 de abril).





