Ação civil questiona desapropriação do Jockey
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terça-feira, 14 de maio de 2002
Ana Paula Nascimento Reportagem Local 
Uma ação por improbidade administrativa protocolada anteontem, no Fórum de Londrina, tem o objetivo de anular o decreto municipal, de maio de 2001, que determinou a desapropriação de terrenos do Jockey Clube (zona oeste) para a instalação do campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC). Os réus da ação, que tramita na 6ª Vara Cível, são o prefeito Nedson Micheleti (PT), o presidente da Câmara de Vereadores, Tercílio Turini (PSDB), o chefe de gabinete, Jorge Coimbra Neto, o secretário da Fazenda, Rubens Menoli, e o secretário de Governo, Adalberto Pereira da Silva.
A autora da ação é a ex-servidora municipal Regina Maria Amâncio. O advogado dela, Fernando Medeiros de Albuquerque, explicou que a ação é baseada principalmente nas atitudes tomadas por Coimbra. Na época da desapropriação, foi constatado que Coimbra possuía sete lotes na área que seria inicialmente desapropriada. Posteriormente, os lotes foram retirados da área de desapropriação, segundo determinação do prefeito.
Mas mesmo assim ele continuou tirando vantagem da situação, garantido a valorização imobiliária de seus terrenos; ele contaminou todo o processo, acusou Albuquerque. O advogado afirmou ainda que, por fazer parte da diretoria do Jockei, Coimbra irá participar da administração do dinheiro que será pago pela desapropriação, cerca de R$ 2,9 milhões.
O Procurador-Geral do Município, Carlos Roberto Scalassara, afirmou que só irá se manifestar após a citação do processo. Coimbra diz que considera bonita e democrática a ação. Ela vai nos dar a oportunidade ímpar de mostrar o que é certo e o que é errado perante o Poder Judiciário, ressaltou.


