A superlotação na UTI/UCI neonatal do HU é um problema que persiste desde 2003 e já provocou, por algumas vezes, fechamentos e intervenções nesta unidade. No ano passado, o promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, ingressou com uma ação civil pública, com pedido de liminar para a instalação de mais nove leitos para recém-nascidos quatro de UTI e cinco de UCI.
O pedido foi deferido em primeira instância mas o Estado recorreu ao Tribunal de Justiça. O agravo de instrumento ainda não foi julgado. No final do ano passado, o promotor juntou novos documentos ao processo que continuou correndo na Vara da Infância e Juventude de Londrina e as partes Estado e Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram novamente citadas para se pronunciarem. A Folha contatou a regional da Procuradoria Geral do Estado mas a chefe Bernadete Gomes de Souza disse que não tinha nenhuma informação a esse respeito.
No final do ano passado, a Secretaria de Estado de Segurança Pública assumiu os custos de funcionamento de oito leitos de UTI neonatal no Hospital Infantil e avaliou que já estaria cumprindo a decisão da Justiça. O promotor, por sua vez, rebateu argumentando que os leitos poderiam também ser usados por convênios e não apenas por pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), como no HU. Ontem, o promotor Paulo Tavares voltou a criticar ''a lista de prioridades do Estado na área de saúde'' para o município, que ainda não incluiu a ampliação de vagas de UTI neonatal.
A 17 Regional de Saúde foi contatada pela reportagem mas não retornou a solicitação de entrevista até o fechamento desta edição. (L.A.)

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