Crianças de 7 a 14 anos de idade, atendidas pelo Projeto Viva Vida AABB-Comunidade, da Zona Leste de Londrina, participaram ontem de uma atividade diferente. Usando luvas e carregando sacos plásticos, elas percorreram as margens do Córrego Carambeí, localizado entre os bairros Nova Conquista e Kobayashi, para recolher o lixo deixado pelos moradores. Promovida pelas secretarias municipais de Ação Social, Saúde e Meio Ambiente, a atividade incluiu ainda o plantio de 200 mudas de árvores nativas. Funcionários da prefeitura ajudaram as crianças na limpeza e agentes de saúde percorreram as casas da região alertando contra a dengue.
A aula de cidadania chamou a atenção dos moradores. Alguns criticaram ao ver as crianças recolhendo o lixo, mas elas próprias defenderam a ação. ''Eu acho importante o que estamos fazendo porque assim conseguimos deixar o ambiente mais limpo. As pessoas que moram aqui não deveriam jogar mais lixo porque fica muito feio'', comentou Maiara Adriele dos Reis, 9 anos, integrante do Projeto Viva Vida. Para o outro aluno atendido pelo projeto, Felipe Ribeiro dos Santos, 11 anos, a ação é importante principalmente porque ''pode evitar doenças''. ''Essa sujeira passa doença nas pessoas, então nós vamos limpar'', comentou.
A coordenadora do projeto, Andréia Cristina de Souza, disse que as 120 crianças atendidas pelo Viva Vida da região realizam atividades ligadas ao meio ambiente há cerca de um ano. Segundo ela, foram realizadas oficinas de educação física, teatro e artesanato justamente com o objetivo de enfatizar a importância da preservação do meio ambiente.
''Eles produziram artigos com materiais reciclados e receberam várias informações sobre questões ambientais. Essa ação de hoje conclui parte de nosso trabalho, fazendo com que na prática elas possam vivenciar a realidade de hoje de que muitos ainda não respeitam o meio ambiente'', comentou Andréia.
As crianças puderam notar a existência de diversos tipos de lixo nas margens do Córrego Carambeí. Latas, garrafas pet, plásticos, fraldas descartáveis usadas e até panelas velhas eram facilmente encontradas ''boiando'' na água.
O diretor de Saúde Ambiental, Maurício Barros, também esteve no local acompanhando as atividades do pessoal da Saúde - 40 agentes que percorreram 800 casas. Segundo ele, o novo levantamento da infestação do mosquito da dengue registrou um índice de 0,2%, menor do que o considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1%. Apesar da queda do índice, ele informou que a Saúde continuará realizando ações em bairros onde o índice registrado superou o do município, como os jardins Marabá e Ideal, na Zona Leste. ''Nessa região foi apresentado um índice de 1,4%, então estaremos intensificando ainda mais as ações por meio de mutirões como esse.''

mockup