Uniflor O acampamento dos sem terra na PR-463, próximo de Uniflor (49 km de Maringá), recebeu ontem mais 20 famílias, elevando para 150 o número de pessoas no local. A área continuava sendo monitorada por policiais do 8º Batalhão de Paranavaí. A polícia tenta evitar novos conflitos como o ocorrido na noite de quinta-feira quando pistoleiros atacaram o local e feriram o agricultor assentado Emílio José Teixeira, 26 anos. Ele está internado no Hospital Universitário de Maringá.
O delegado de Nova Esperança (35 km de Maringá), Valdir Samparo, responsável pelo inquérito que apura as circunstâncias do conflito, disse ontem que requisitou as armas da Fazenda Roma para uma análise dos calibres. Objetivo é confrontar os dados com a perícia das marcas que ficaram no carro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), atingido durante o conflito, e também da bala que feriu o assentado.
Na última sexta-feira, o comando da PM mobilizou 250 policiais de quatro batalhões das regiões Norte e Noroeste do Estado para cumprir o mandado de reintegração de posse. Os sem-terra invadiram um trecho de entrada da Fazenda Pitanga que faz divisa com a Fazenda Roma, de onde partiram os disparos de quinta-feira. A operação policial conseguiu que o acampamento fosse transferido para 20 metros do local de origem. Os sem-terra foram para as margens de domínio do DER na rodovia.
O caso de Uniflor obrigou o Ministério da Justiça a determinar a presença da Polícia Federal na área com o objetivo de investigar a origem das armas utilizadas no conflito. Também a Secretaria do Estado de Segurança Pública baixou uma resolução para que a PM e a PC realizem operações de desarmamento rural nas regiões de conflito agrário no Estado.

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