Milton DóriaClécio, coordenador: saldo positivo Eles são muitos e vieram de longe. O mais novo tem dez anos, o mais velho 78. São 1.350 jovens com até 21 anos, sob o comando de 200 chefes de 77 grupos. Outras 280 pessoas - escoteiros veteranos - formaram a equipe de serviço; enquanto 170 colaboraram na preparação e manutenção da infra-estrutura. Eles chegaram a Londrina na última segunda-feira, e montaram no parque de exposições Ney Braga o 16º Acampamento Regional do Paraná (ARP).
Sessenta grupos de escoteiros são do Paraná e 17 vieram de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Mato Grosso. O mais distante veio de Cuiabá (MT). Três grupos são londrinenses e 35 são de Curitiba - responsável pela maior comitiva. Eles são 1.071 homens e 929 mulheres e habitaram, durante uma semana, cerca de 600 barracas de lona e alguns pavilhões do parque.
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Ao todo, eles participaram de 26 atividades diferentes. Quinze dentro do acampamento e 11 externas. Os escoteiros plantaram 1.500 mudas de árvores nativas em fundos de vales que passam por problemas de preservação e reformaram pontes no parque Arthur Thomas, onde participaram de corrida de orientação utilizando mapas e bússolas montados por eles próprios.
Ajudados pela boa temperatura, todos acordavam até as 7 horas. Às 8 horas, estavam a postos para o hasteamento das bandeiras. No acampamento, ficaram concentradas as atividades de marcenaria, mecânica, pioneirismo - construção de objetos com madeiras e cordas - jogos, radioamadorismo, viagens pela Internet. Na sede do ARP funcionaram também o refeitório, o ambulatório médico e os vestuários com banheiros; além de toda a parte organizativa e administrativa. Foi também nas dependências do parque de exposições que os escoteiros se divertiram todas as noites, das 20 às 22 horas, com festival de músicas, festa à fantasia e show de rock.
Milton DóriaTreinamento com cabos de aço: atividades físicas incessantes
Entre as atividades externas, destacaram-se o treinamento de combate ao incêndio na empresa Cacique de café solúvel, exercício interpretativo de trilhas na Mata dos Godoy, corridas de resistência pela estrada de terra e pedras do Limoeiro e rapel - descida e subida com uso de cordas - no salto do Apucaraninha, com mais de 30 metros de altura. Os escoteiros treinaram ainda em cabos de aço, em pontes construídas com cordas, e nas piscinas do Corpo de Bombeiros; além de visitar empresas e a Universidade Estadual de Londrina.
O coordenador geral do 16º ARP, Clécio Zenni Filho, que veio de Curitiba, se diz completamente satisfeito pelos resultados do acampamento. ‘‘A infra-estrutura emprestada pela Sociedade Rural do Paraná é ótima e atendeu com sobras todas as nossas necessidades. No balanço geral, o saldo é bastante positivo. Os pequenos emprevistos foram superados rapidamente e com facilidade’’, afirma.
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Na opinião do escoteiro líder, a acolhida da população londrinense também foi além do esperado pelos organizadores do evento. ‘‘Por todos os cantos da Cidade, em todos os lugares que os escoteiros estiveram durante esta semana, sempre encontraram pessoas solícitas, dispostas a conversar, a ajudar nas tarefas e a receber com prazer e cortesia’’, comenta Clécio Filho. ‘‘A população se mostrou muito interessada em conhecer o escotismo. Durante todos os dias, centenas de pessoas telefonaram e visitaram a sede do acampamento, sempre se colocando à disposição para ajudar no que estivéssemos necessitando. Os escoteiros gostaram muito de Londrina, da população, e levarão boas lembranças daqui.’’
Os 2 mil escoteiros passaram uma semana aprendendo e ensinando a conviver em comunidade de maneira solidária e disciplinada; sempre alegres e respeitando o meio ambiente e os cidadãos. Hoje, eles desarmam as barracas e voltam para suas cidades e casas.

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