Membros da Associação da Criança e Adolescente de Londrina (Acalon) decidem em assembléia na próxima segunda-feira se a entidade continua na manutenção da Escola Oficina. A entidade passa por uma crise financeira agravada com a suspensão de repasses municipais, interrompidos há cerca de dois meses depois que uma auditoria apontou menor número de crianças atendidas que o estipulado em contrato.
Sem o repasse de cerca de R$ 9,5 mil mensais, a entidade não está conseguindo arcar com os custos de manutenção da escola. Funcionários estão com dois meses de salário atrasado, oficinas foram fechadas e até a alimentação dos cerca de 140 alunos foi comprometida.
Os 130 associados, funcionários e pais de alunos atendidos vão estudar duas propostas da Secretaria de Ação Social para manter a Escola Oficina: a encampação imediata e total da escola; ou a encampação parcial até a recuperação do equilíbrio financeiro, com prazo para dezembro de 2004. As duas propostas, no entanto, preveêm modificações no projeto pedagógico e no funcionamento da entidade, hoje voltada à crianças em situação de risco e recuperação de menores infratores.
Segundo a presidente da entidade, Sônia Scalassara, a proposta é fazer um trabalho de apoio a crianças carentes.

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