Uma equipe do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) analisa neste final de semana o relatório sobre as atividades da Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), responsável pela Escola Oficina, localizada na zona norte. No início da próxima semana, será divulgada a proposta de encampação do Estado. O presidente do Iasp, José Wilson de Souza, adiantou que a Acalon deve ser extinta.
O caso voltou à tona esta semana depois que uma auditoria realizada pela prefeitura apontou irregularidades administrativas e mau uso do dinheiro público pela entidade. Só para os cofres municipais a Acalon teria de devolver mais de R$ 90 mil, referentes a supostos erros comentidos em 2001 e 2002.
Por sua vez, a Secretaria Municipal de Assistência Social avisou que a possibilidade mais viável é a municipalização da escola. Foi justamente para checar essa viabilidade (ou propor a estadualização) que, na última quarta-feira, duas técnicas do Iasp visitaram as instalações da escola, levando a Curitiba um levantamento do perfil da clientela atendida e o projeto pedagógico utilizado.
Segundo o presidente do Iasp, José Wilson de Souza, independentemente de qual proposta for adotada, é pouco provável que a entidade seja mantida. ''Há 99% de chances de a Acalon ser extinta, pois, com o resultado da auditoria que nos foi apresentado, não será possível que o Tribunal de Contas do Estado emita uma certidão para ela'', frisou. ''Mas quem assumir terá de arcar com o pagamento dos funcionários''. Souza não sinaliza com uma demissão em massa. ''Podemos até demitir e contratar essas pessoas novamente; isso é perfeitamente possível'', avaliou.
A Folha tentou contato com a diretora da Acalon, Sônia Scalassara, mas ela não foi encontrada.

mockup