Acalon aguarda decisão sobre a Escola Oficina
Acalon aguarda decisão
sobre a Escola Oficina
Josoé de CarvalhoAs atividades pedagógicas foram suspensas: alunos dispensados
Lino Ramos
De Londrina
A Associação da Criança e Adolescente de Londrina (Acalon) aguarda para hoje uma definição da Secretaria de Estado da Criança e Assuntos da Família (Secri) sobre as verbas prometidas para a Escola Oficina, localizada no Conjunto João Paz, zona norte de Londrina. A instituição destinada à recuperação de crianças e adolescentes em situação de risco social suspendeu suas atividades pedagógicas no dia 18 quando houve a dispensa de 138 alunos.
Somente os 30 funcionários continuaram trabalhando para não comprometer a padaria, lavanderia e a horta. Se o dinheiro não sair vamos ter que dar aviso prévio aos funcionários e ver pra quem entregaremos a chave, lamenta a presidente da Acalon, Leozita Baggio Vieira.
Segundo ela, o diretor-geral da Secri, Murilo Campelli, prometeu uma definição para a Escola Oficina até esta terça-feira. Até dezembro a escola receberia R$ 20 mil da Prefeitura de Londrina e R$ 20 mil do Estado, porém Campelli iria discutir com a secretária Fani Lerner o repasse de mais R$ 25 mil necessários à manutenção e à folha de pagamento.
Leozita Vieira disse que o Estado garantiu a renovação do convênio de R$ 4.789,00 para o ano quem, mas é preciso ampliar esse repasse em mais R$ 8 mil. A manutenção da escola seria completada com verbas municipais e recursos próprios. De acordo com Leozita, a escola arrecada R$ 290 mil por ano, mas precisa de mais R$ 156 mil para garantir seu funcionamento.
As dificuldades financeiras da Escola Oficina surgiram depois que o governo do Estado suspendeu o repasse de R$ 91 mil destinados ao pagamento de funcionários.
A promotora da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Édina Maria Silva de Paula, lembra que parte dos adolescentes que deixa o Centro Integral de Apoio ao Adolescente Infrator (Ciaadi) é enviada à Escola Oficina e dificilmente volta a praticar infrações. O problema do menor infrator é que ele não tem nenhum vínculo bom, só ruim. Se o governo aplicasse todas as medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, o índice de criminalidade certamente diminuiria, afirma a promotora.
Ontem um grupo de alunos do segundo ano de Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina iniciou a coleta de assinaturas em defesa da Escola Oficina. De acordo com o estudante Alcides Amadeu Júnior, o abaixo-assinado já reúne mais de mil assinaturas.
A Escola Ofina funciona deste 28 de abril de 1993. A intenção da Secri é para que a instituição se torne auto-suficiente.





