Os grupos de apoio, conforme a psicóloga Juana Ester Kogan de Souza Dias, se propõem a fazer o acompanhamento da família antes e depois da adoção. A proposta do grupo é realizar reuniões quinzenais, com palestras de profissionais para tratar de temas específicos tanto do ponto de vista psicológico e pedagógico, quanto do aspecto legal.
Os participantes também têm a oportunidade de ouvir experiências de pais adotivos para uma discussão sobre o tema abordado. Um dos grupos mais antigos de apoio à adoção é o ‘‘Projeto Acalanto’’, que existe em São Paulo há cerca de 10 anos.
Os participantes do grupo começaram a se reunir na garagem de uma casa e depois, com a ajuda da comunidade, construíram uma sede própria.
Conforme Juana Ester, grupo pioneiro reúne muitas experiências e organiza, inclusive, o intercâmbio de crianças adotivas, filhas de pais que participam das reuniões.
As crianças se encontravam no parquinho da sede do ‘‘Projeto Acalanto’’ enquanto os pais participavam das reuniões. Com o passar dos tempos, as crianças foram trocando experiências e falando sobre adoção.
O intercâmbio é muito interessante, segundo a psicóloga, porque na maioria das vezes os filhos adotivos acham que são exclusivos pelo fato de a grande maioria dos amigos conviverem com pais biológicos.
Juana Ester, que participou do 3º Encontro Nacional de Associação e Grupos de Apoio à Adoção, realizado em maio deste ano, em Florianópolis (SC), esclarece que cada grupo tem a sua peculiaridade, de acordo com as pessoas que fazem parte dele. O importante, segundo ela, é que os pais adotivos participem desta experiência e aprendam a trabalhar melhor o tema.

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