Acadêmicos da Unioeste cobram atitude de reitor
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de novembro de 2001
Gilmar Agassi<br>De Cascavel 
Membros do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) reuniram-se ontem com o reitor Wilson Iscuissati e pediram uma auditoria nas contas da universidade para que sejam identificados os culpados pela crise que a instituição atravessa.
O presidente do DCE, Darci Rocha, lembra que várias pessoas foram acusadas de prejudicar a Unioeste mas nada ficou comprovado até o momento. ''Enquanto não for dado nome aos bois a universidade continuará nesse calvário'', ressalta. Os acadêmicos cobraram também uma maior participação do reitor.
Rocha reclamou que Iscuissati tem se ausentado das audiências públicas organizadas exatamente para buscar uma solução para os problemas. Ele acredita que a Unioeste precisa de pessoas que realmente se dediquem a defender seus interesses. ''Ele (Iscuissati) está demonstrando muito descaso com os estudantes. Ou ele defende de verdade a Unioeste, ou então, deixa o cargo para outra pessoa mais interessada'', declarou.
Durante a reunião, Iscuissati se comprometeu em atender aos pedidos da comunidade acadêmica no que se refere em mantê-los constantemente informados das ações da universidade. ''Manteremos um diálogo maior com os universitários tanto no que se refere às ações tomadas na instituição quanto às questões pedagógicas, como por exemplo, o reconhecimento de cursos e orçamentos'', prometeu.
Sobre o reconhecimento de cursos, o reitor se referia a presença do membro do Conselho Estadual de Educação, Teófilo Bacha Filho, e de um perito da Universidade Estadual de São Paulo (USP), que estão no campus de Cascavel avaliando a estrutura do curso de Odontologia. Ambos estão conversando com a direção, professores e alunos para conhecer o projeto pedagógico.
Bacha explica que o fato da universidade estar em greve não prejudica a avaliação porque as aulas práticas do curso foram mantidas, sendo possível identificar a estrutura existente. Ele observa que algo que poderá ser determinante no reconhecimento do curso é a importância dada ao lado social da Odontologia. ''Na época da criação do curso já havia se pensado em um projeto inovador. Agora vamos ver se foi colocado em prática'', conclui.


