Na zona norte estão instaladas 18 academias: usuários cobram melhorias
Na zona norte estão instaladas 18 academias: usuários cobram melhorias | Foto: Gustavo Carneiro


Londrina tem 11 academias ao ar livre para serem instaladas no segundo semestre de 2018. As estruturas irão se juntar as outras 76 existentes no município. Para os locais contemplados uma oportunidade de ter equipamentos à disposição de forma gratuita. Para aqueles que já contam com as academias a reclamação é da falta de manutenção e da ação de vândalos, o que vai impossibilitando o uso dos aparelhos. A falta de atividades ofertadas nestes espaços também é outra reivindicação da comunidade.

Na zona norte estão instaladas 18 academias. Para os frequentadores, porém, o número não é motivo de comemoração. Na estrutura situada no conjunto Vivi Xavier, na avenida Saul Elkind, a placa que um dia indicou o uso correto dos equipamentos é um retrato do estado das demais peças. Pichada, ela está no meio da praça que conta com aparelhos de exercícios com a pintura descascada, sem borrachas de proteção, com parafusos soltos, ferrugem e sujos. Na placa uma frase pede para que o usuário "proteja o patrimônio público".

"É péssimo vermos algo feito para o bem neste estado. As pessoas que usam precisam cuidar, porque é um patrimônio nosso. Aí junta com a falta de manutenção da prefeitura e o resultado é esse: dinheiro público jogado fora", indigna-se a comerciante Edinalva Ribeiro, que comercializa caldo de cana em frente à academia. Ela conta que é comum usuários da academia se machucarem em equipamentos danificados, mas sem interdição ou aviso. "Há alguns dias uma senhora de idade estava usando e caiu porque a peça quebrou. Ela machucou o pé e foi bem forte a queda", relata.

Os moradores do entorno afirmam que é incomum encontrar funcionários do município limpando os equipamentos e a praça onde estão. Vizinhos acabam se responsabilizando pelo serviço. "Gosto de trazer minha filha aqui, mas teria muito mais prazer em fazer isso se tivéssemos um espaço melhor. Famílias costumam usufruir deste espaço junto com as crianças, além dos idosos, que vêm principalmente no fim da tarde. Só que até o banco está estragado e não dá para sentar. Querem construir mais, entretanto não cuidam daquelas que já têm. É estranho isso", comenta a atendente Mariane de Souza Batista.

ÁGUA PARADA
Na região sul, a situação da academia ao livre do jardim Ouro Branco não é muito diferente. Instalados ao lado da paróquia Nossa Senhora do Carmo e em frente à casa onde funciona a associação de moradores do bairro, os equipamentos têm avarias diversas. Dos 12 aparelhos, pelo menos cinco estão danificadas.
A dona de casa Eva Pereira da Silva acredita que falta conscientização da população. "Estão muito detonados (os equipamentos). Acaba limitando para quem gosta e precisa de esporte. É uma pena, não só a academia ao ar livre, mas também o parquinho das crianças que fica ao lado. Além disso usam este espaço para consumir bebidas e produtos ilícitos. Busco meus netos na escola que fica perto e tem dia que não conseguimos parar aqui por conta disso", lamenta.

ATIVIDADES
Na academia ao ar livre do jardim Mister Thomas, na zona leste, a queixa é com a ausência de profissionais especializados em educação física para propor atividades. "Poderiam fazer um convênio com alguma universidade de Londrina e colocar os estudantes nas academias públicas para poder ajudar as pessoas. Isto no começo da manhã e final da tarde seria ótimo, porque instalar só para falar que a cidade tem não resolve", sugere um morador que preferiu não se identificar.

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