O chefe de recrutamento e seleção da Academia de Polícia Militar do Guatupê, major Altair Mariot, explica que a PM do Paraná jamais custeou ou realizou os exames laboratorias para os candidatos. ''Sempre foi assim, mas a partir dos últimos quatro anos, também foram incluídos os testes toxicológicos'', informa. ''Em Curitiba, todos os exames não custam mais de R$ 120,00, mas no interior realmente costumam ser mais caros''. Ele explica que a academia não tem dotação orçamentária para realizá-los.
Mariot concorda que os custos podem prejudicar candidatos menos favorecidos economicamente, mas argumenta que, sendo o concurso nacional, não é possível ter controle com relação às localidades onde os cerca de 650 candidatos realizarão os exames laboratoriais. ''Caso o candidato peça orientação, a gente ajuda no que pode'', argumenta.
Segundo o advogado Gilberto Jachstet, especializado em causas cíveis, o candidato que se sentir prejudicado pela falta de recursos para o exame teria o amparo jurídico garantido pela Constituição. ''É uma situação de desigualdade, ou seja, o fato de não ter condições financeiras o coloca em desvantagem perante os demais pretendentes a entrar na academia militar'', explica. Jachstet diz que já defendeu clientes em casos parecidos, e que conseguiu na Justiça mandatos de segurança que permitiram a realização de inscrição e de concurso para funções públicas.

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