Academia do Guatupê deverá ser reformada
Curitiba - A Academia Policial Militar do Guatupê tem dez departamentos de ensino que fazem análises cotidianas dos currículos. Além dos policiais (em formação e aperfeiçoamento), a Academia recebe ainda guardas municipais que fazem cursos de especialização na unidade, e policiais de outros Estados e até, de outros países.
A Academia ainda disponibiliza lazer para os alunos, com práticas culturais e esportivas. O quadro docente, composto por 150 pessoas, é formado por militares e civis (através de um convênio com a Universidade Federal do Paraná).
''Aqui ensinamos o deve ser. Deve ser assim. Temos que abordar sempre de forma simpática e agradável'', ensina o capitão João de Paula Carneiro Filho.
O comandante da Academia, tenente-coronel Sérgio Luiz Bessler, tem projetos para melhoria da estrutura. Ele pretende reformar o refeitório, construir um anfiteatro e piscinas. ''Sempre pensamos em melhorias porque nossa missão é formar um bom policial. Quem não tem condições, vai ser excluído sempre, sem o menor remorso. Nossa missão é trabalhar com vidas'', avalia.
Mas há críticas ao sistema adotado. Um policial militar que estuda na Academia e que pediu para não ser identificado reclamou que não está tendo crescimento profissional. Ele se sente humilhado por ter que se subordinar a cadetes que nunca tiveram experiência profissional. ''Somos pais de família e somos obrigados a permanecer em regime de internato, lavando banheiro, limpando vidros. A parte que realmente teria que ser treinada, como tiro policial e contato com o público, inexiste''.(L.P.)





