Academia diz que desconfiou e desistiu do negócio
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de setembro de 1998
Osmani Costa 
A proprietária da Sport Academia, Maria da Penha do Nascimento, conta que suspendeu o acordo de aluguel do espaço assim que desconfiou da idoneidade da empresa que Emile e Jacqueline diziam representar. As duas, bem vestidas, me procuraram em julho. Diziam representar a empresa Califórnia W.J. Propaganda, de Maringá. Queriam usar parte da academia, em finais de semanas, para a seleção e treinamento dos candidatos a ator e atriz, lembra.
Ela explica que começou a desconfiar da seriedade das moças porque elas nunca traziam os documentos da Califórnia Propaganda para a oficialização do contrato. Dezenas de pessoas vinham diariamente à academia fazer a inscrição, e elas continuavam me enrolando com desculpas furadas, afirma Maria do Nascimento.
Segundo ela, a academia receberia 10% do total arrecadado pela Califórnia Propaganda com as inscrições - cada pessoa pagava R$ 10,00 - e os cursos, que custariam R$ 100,00 por candidato. Já tinham se inscrito 140 pessoas. Algumas haviam, inclusive, passado pelo teste e iriam pagar o custo do curso. Fiquei preocupada, porque não senti seriedade no negócio. Foi quando suspendi as inscrições e pedi para as duas moças se retirarem da minha academia
A dona da Sport conta que só então veio de Maringá Julio Eugenio Capriglione, que se disse proprietário da Califórnia Propaganda e disposto a celebrar o contrato para continuar usando o espaço da academia. Aí, eu já estava muito desconfiada de que se tratava de um golpe. E antes que os candidatos tivessem um prejuízo ainda maior, não aceitei continuar cedendo o espaço e participando do negócio, ressalta Maria da Penha, que afirma ter recebido da empresa maringaense apenas R$ 84,00. Eu tinha direito a mais, mas abri mão para que saissem imediatamente de minha academia.


