Acaba prazo para legalização
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segunda-feira, 08 de junho de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzettoFora da leiFiscais da prefeitura autuam cachorreiros no centro de Cascavel; barracas ocupam espaço ilegalHoje é o último dia para que vendedores de cachorro-quente se adaptem à legislação na Prefeitura de Cascavel, sob pena de serem impedidos de atuar. Fiscais da prefeitura fizeram ontem o último alerta para a exigência. A legislação municipal permite apenas carrinhos ambulantes, mas eles foram substituídos por barracos metálicos nas calçadas, chegando a dificultar a circulação de pedestres.
A ação faz parte do projeto Ilegalidade Zero para regularizar a ocupação de espaços públicos. A prefeitura aponta que muitos dos vendedores que instalaram barracas para vender cachorro-quente sequer têm alvará para trabalhar como ambulantes. Há mais de 100 locais de venda na cidade, dos quais 28 na região central, principalmente no Calçadão.
Em encontros com o secretário de Planejamento, Nilson Gomes Vieira, os proprietários ameaçaram com a demissão de grande número de funcionários se forem obrigados a usar carrinhos, o que, segundo alegam, diminuiria as vendas, porque nos pontos fixos há fregueses permanentes. O prefeito Salazar Barreiros (PPB) disse que a ameaça e a alegação não podem servir para que alguém queira agir irregularmente. A prefeitura apresentou os tipos de carrinhos que podem ser utilizados, dois com custo médio de R$ 750,00 e um, mais sofisticado, de R$ 2,5 mil.
A gerente da Divisão de Ordenamento Urbano da Secretaria de Planejamento, Ivete Giovanella, informou que, se até o final do dia os pontos fixos não forem desmontados, a prefeitura pode retirá-los a partir de amanhã, começando pela região central da cidade. Os que se enquadrarem terão fiscalização severa sobre normas de higiene e segurança com relação aos botijões de gás.
O projeto Ilegalidade Zero é uma tentativa da prefeitura de ordenar o cotidiano da cidade, melhorando a limpeza, evitando a poluição visual, e assegurando outras condições de urbanismo.


