Marcos Zanatta
De Maringá
Os funcionários da Conterpavi, de Maringá, voltaram ao trabalho ontem depois de um dia de paralisação. Eles protestaram contra o atraso no pagamento dos salários. Um dos diretores da empresa, Giuseppe Leggi Júnior, explicou à Folha que atua no setor há mais de 30 anos, e que em 1995 iniciou obras de parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Naquela época, lembra Leggi, já havia atraso no pagamento de obras. O atraso, no entanto, nunca chegou a um ano, como agora.
Leggi diz que na quarta-feira passada esteve reunido com diretores do DER, que voltaram a confirmar a falta de previsão para pagamento. Ele esclarece ainda que hoje a Conterpavi consegue se manter graças às obras financiadas através do Paraná Urbano. ‘‘Que estão repondo as perdas geradas pelo DER.’’
O diretor elogia ainda o programa Paraná Urbano, que atrasa o pagamento por problemas de créditos internacionais. A volta dos trabalhadores também se deu graças à promessa de diretores do Paraná Urbano, que acenaram com a proposta de pagamento para a próxima terça-feira.
A situação vem obrigando a Conterpavi a reduzir o número de funcionários, que eram 370 em julho do ano passado e hoje são 180. A previsão é de chegar a 140. ‘‘A empresa jamais usou de má-fé para ludibriar seu maior patrimônio, que é sua equipe de trabalho. Por isso, achou válida a manifestação’’, afirma Leggi.
Além do DER do Paraná, a Conterpavi tem ainda créditos as receber do DER de São Paulo e prefeituras. São cerca de R$ 1,7 milhão, referentes a contratos cumpridos e obras que foram paralisadas. São cerca de 55 quilômetros de pavimentação de estradas nas regiões de Paranavaí e Ponta Grossa.

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