Acaba greve de fome em presídio de Curitiba
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quarta-feira, 24 de março de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A direção da Casa de Custódia de Curitiba abriu ontem uma sindicância interna para apurar as responsabilidades pela greve de fome dos 483 internos, realizada entre segunda-feira e anteontem. A greve de fome foi uma represália à direção do presídio, que teria recebido as reivindicações dos rebelados mas não as atendeu.
Os líderes do movimento estão sendo indentificados e serão submetidos ao conselho disciplinar da unidade. ''Não existe pena coletiva. Não dá para punir todos os presos que participaram da greve de fome. Muitos entram no movimento por medo, por causa da pressão imposta pelos líderes'', afirmou o diretor do Departamento Penitenciário do Paraná, coronel Justino Sampaio.
As penas impostas para rebeliões ou greves, que são consideradas transgressão grave, geralmente é a de perda de privilégios por um período de até 30 dias. ''O privilégio mais significativo é o direito de visita. Isso eles perdem imediatamente após a apuração das responsabilidades'', completou.
A advogada criminalista Cláudia Pereira, que defende 12 presos da Casa de Custódia, estava preocupada com a situação dos internos. Ela protocolou um pedido no Tribunal de Alçada (TA) para obter informações sobre um dos internos, cuja visita do fim de semana teria sido suspensa preventivamente. ''Vou exigir que os presos tenham visita normal. Quero vê-los ainda hoje para saber como estão'', disse.
Os presos que tinham visitas agendadas para sábado vão receber normalmente seus familiares. Sampaio disse que estão suspensas apenas as visitas de domingo, por causa do concurso público para agentes penitenciários.


