Acaba acampamento e greve de fome de comerciantes do Oeste
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de abril de 1999
Da Redação 
Depois de dez dias em greve de fome, seis comerciantes da região do lago da usina hidrelétrica de Salto Caxias interromperam ontem a manifestação em Curitiba. Eles estavam acampados em frente ao Palácio Iguaçu para pedir indenizações referentes a prejuízos que tiveram com o funcionamento da usina.
A interrupção do protesto aconteceu um dia depois do governo do Estado ter anunciado a reativação do Grupo de Estudos Multidisciplinar (GEM), que examinou os pedidos de indenização de comerciantes que alegam sofrer perdas com a formação do lago da hidrelétrica.
De acordo com o governo do Estado, as solicitações dos comerciantes serão apreciadas caso a caso. A Copel tem 815 comerciantes cadastrados. O governo anunciou que só serão ressarcidos aqueles que comprovarem prejuízos contabilmente, através de documentos. O GEM é integrado por representantes dos municípios, comerciantes, Copel e poder público.
Os comerciantes dizem que o governo não gastará mais do que R$ 15 milhões para ressarcí-los. O secretário da Casa Civil, Pretextato Taborda, disse que pedidos de indenização que não forem comprovados podem inviabilizar os investimentos em obras de infra-estrutura feitos nos municípios atingidos pela formação do lago. Os comerciantes entendem a atitude de Pretextato como uma ameaça vazia às reivindicações justas da categoria.


